Indústria siderúrgica brasileira começa a dar sinais de retomada

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Crescimento dos produtos siderúrgicos brasileiros deve crescer em 2017. Mas a ociosidade deverá continuar em nível elevado.
Após forte retração, a indústria siderúrgica brasileira começou a apresentar sinais de retomada a partir do segundo trimestre de 2016. Essa recuperação tem se sustentado por uma combinação virtuosa entre avanço das exportações – principalmente para a América Latina (ex-Argentina), Ásia e Turquia – recuo das importações e, ainda, melhora dos principais segmentos demandantes de aço, também alavancados pelas exportações.
Nos últimos meses, a indústria de bens de capital, a de linha branca e a automotiva estão registrando avanço da produção, impulsionada pela ampliação das exportações, ainda que o consumo interno nesses segmentos continue enfraquecido. Para o próximo ano, a avaliação do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (DEPEC) do BRADESCO é de que o mercado doméstico deverá começar a reagir, embora ainda em ritmo lento, favorecendo a demanda interna por aço.
Nesse contexto, a estimativa dos especialistas do DEPEC para este ano é de que haja um recuo de 15,5% do consumo doméstico de aço, para, em 2017, se observar um crescimento de 4,3%, sustentado pela retomada gradual dos investimentos – num cenário no qual se estima a ampliação de 4,5% da taxa de investimentos (FBKF) no ano que vem, após retração de 7% em 2016 –, bem como da atividade econômica.
Em função da apreciação do real ante o dólar, as exportações do setor siderúrgico, por sua vez, devem continuar em expansão, porém em ritmo mais moderado, em razão da forte expansão registrada recentemente. Vale registrar que as exportações estão crescendo desde 2014 e alcançaram 42% da produção nacional ante a participação de 28% da média dos anos anteriores. Por outro lado, o câmbio no nível atual deverá continuar inibindo as importações, perfazendo uma participação média de 8% sobre o consumo doméstico, ante os 15% dos últimos anos.
Consumo Doméstico X Exportações
Em função do fraco desempenho dos principais setores demandantes – indústria de máquinas e equipamentos, indústria automotiva, de linha branca e construção civil –, o consumo aparente de aço no Brasil encolheu de 28 para 18 milhões de toneladas entre 2013 e 2016. Ou seja, cerca de 10 milhões de toneladas deixaram de ser consumidas no País em apenas três anos.
Porém, embora registrando retração nos últimos cinco anos, a produção de aço bruto não caiu na mesma proporção que o consumo doméstico. Entre 2011 e 2016, deixaram de ser produzidas no País o equivalente a 5 milhões de toneladas, com a produção passando de 35 para 30 milhões de toneladas, sendo que o desempenho das exportações contribuiu para sustentar a produção. De fato, os embarques saltaram de uma média anual de 9 para 13 milhões de toneladas no mesmo período. As exportações seguem em elevação, favorecidas pela demanda na América Latina, Ásia e Turquia e pelo câmbio em nível mais depreciado. Por outro lado, as importações caíram de uma participação média de 15% no consumo aparente durante os últimos cinco anos para 8% em 2016. E foi exatamente isso que propiciou a retomada de mercado pelas usinas brasileiras.
Operações internacionais: o carro-chefe
Durante o primeiro semestre deste ano, ante o mesmo período do ano passado, as exportações totais de produtos siderúrgicos cresceram 16,6% em volume. Já os produtos semi acabados que têm foco no mercado externo – uma vez que 90% da produção doméstica é exportada – tiveram ampliação de 14,9% dos embarques, enquanto as exportações de aços planos subiram 16,1%, e as de longos, 28,3%. No mesmo período, as importações de produtos de aço se retraíram em 64%, em resposta ao câmbio e às debilidades do mercado doméstico.
Analisando mais especificamente o mercado interno, é incontestável que a produção da siderurgia brasileira atingiu seu nível mais baixo. De fato, o consumo aparente de aço no País mostrou sinais de recuperação a partir do início do segundo trimestre de 2016, alavancado pelo incremento da produção das indústrias de bens de capital, de veículos e, ainda, de linha branca. A contração das importações também contribuiu para a melhora do consumo aparente, permitindo a retomada de mercado pelas usinas brasileiras.
Neste ponto, os analistas do DEPEC – BRADESCO julgam importante salientar que essa melhora dos segmentos demandantes está sendo puxada pelas exportações, ao passo que as vendas internas desses bens ainda continuam em patamares muito baixos. Por exemplo, durante o primeiro semestre de 2016, as exportações do complexo automotivo cresceram 14,2% ante o mesmo período do ano passado, enquanto os embarques de bens de capital evoluíram 7,3%.
O fato fica ainda mais evidente quando se comparam os dados de produção industrial e de vendas no varejo – Produção Industrial Mensal (PIM) e Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), ambos coletados e apresentados pelo IBGE. No caso específico de linha branca, as exportações continuam enfraquecidas, mas as importações também estão em retração, com recuo de 46% no primeiro semestre do ano.
Crescimento X Ociosidade
Para 2017, a projeção dos economistas do BRADESCO é que o impulso para o setor siderúrgico virá da demanda doméstica, ao contrário do que estamos observando neste ano. E a estimativa é de melhora, mesmo que gradual, das vendas internas de veículos, de linha branca, de bens de capital e da construção civil, alavancados pela melhora da confiança. E a perspectiva tem número: ampliação de 4,3% do consumo aparente de aço em 2017. Contudo, ainda assim, eles preveem que a ociosidade na siderurgia brasileira continuará em nível elevado, em torno de 36%.
Diante desse cenário, é natural, então, não se esperar a realização de investimentos no setor siderúrgico nacional no curto prazo, como resultado da elevada sobreoferta global de aço. Pouco mais de um terço da capacidade total instalada para a produção global de aço está ocioso – o equivalente a 720 milhões de toneladas –, sendo que mais da metade disso está na China. Há no Brasil quase 50 milhões de toneladas de capacidade instalada para produção de aço, sendo que apenas 30 milhões estão sendo usados, ou seja, temos quase 40% de ociosidade.
Por fim, a previsão do DEPEC – BRADESCO é de que os custos da siderurgia deverão permanecer controlados, já que os preços do minério de ferro deverão seguir em torno do nível atual, podendo variar entre US$ 50 a US$ 55 a tonelada, sem tendência de elevações relevantes, em razão da sobreoferta global. Já os preços dos produtos siderúrgicos foram reajustados neste ano. Conforme medido pelo Índice Geral de Preços (IGP) da FGV, eles subiram 4,9% no acumulado do ano até julho, acima portanto dos produtos industriais (IPA Industrial), que avançaram 2,8% no mesmo período. Com a alta no mercado doméstico, o preço interno de produtos de aço está em média 20% acima dos preços internacionais, ante uma média de 40% registrada no ano passado.

Faltando menos de um mês, Mecânica Nordeste abre seu credenciamento!

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Evento, que acontece no fim de outubro, tem entrada gratuita para profissionais do setor credenciados

O dia a dia de um escritório é sinônimo, quase sempre, de muita correria. Nem sempre fornecedores e clientes conseguem conversar e fazer negócios da melhor forma.

É por isso que em outubro a Mecânica Nordeste vem como um “respiro” para o setor industrial! Momento único para quem, nos 4 dias de evento, o setor tenha tempo de se encontrar, fazer networking e fechar negócios. Tudo isso em um só pavilhão!

E você, profissional do setor industrial, tem entrada gratuita no evento. Isso mesmo, basta se credenciar para encontrar 200 marcas nacionais e internacionais, em 13 000m² e com a presença de 15 mil visitantes/compradores altamente qualificados.

Que tal se credenciar agora e não perder o ponto de encontro do setor? A Mecânica Nordeste acontece de 18 a 21 de outubro, no Centro de Convenções de Pernambuco.

*Texto produzido por Helena Paes – Reed Exhibitions Alcantara Machado

Conheça as marcas que vão fazer negócios com a indústria do Nordeste

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Mecânica Nordeste já tem grandes marcas confirmadas como expositores. Confira a lista e venha conhecer as novidades que podem transformar seus negócios

Uma feira de negócios precisa reunir as principais marcas do setor para promover negócios e influenciar toda a sua economia. É assim que a Mecânica Nordeste começa, no próximo dia 18 de outubro. Reunindo grandes marcas, nacionais e internacionais, do setor industrial, o evento é a principal vitrine da região e deve viabilizar mais negócios para o setor. O evento vai até 21 de outubro e tem entrada gratuita para profissionais que atuam em todo o mercado industrial.

Quem fizer o credenciamento pelo site tem acesso a exposição, palestras e relacionamento com profissionais que podem trazer novos olhares para seus negócios.

Conheça alguns dos expositores que já confirmaram presença no evento:

– Oximig Industria e Comercio

– Gates Do Brasil

– Puma System Do Brasil

– Conex Eletromecânica Indústria

– Parker Hannifin

– Sew-Eurodrive Brasil

– KSB Bombas Hidráulicas S.A.

– Senior Sistemas S/A

– Redepetro Pernambuco

– Banco Nacional De Desenvolvimento Econômico e Social

O mercado de Automação industrial; Máquinas e equipamentos; Energias renováveis; Indústria em geral e Elétrica eletrônica já tem seu ponto de encontro certo, na Mecânica Nordeste.

Que tal se credenciar agora e não perder o ponto de encontro do setor? A Mecânica Nordeste acontece no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda.

*Texto produzido por Helena Paes – Reed Exhibitions Alcantara Machado

Ilhas de conteúdo na Mecânica Nordeste abordarão os principais assuntos do setor industrial!

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Conteúdo, principais marcas do setor,  além de muitas inovações. Tudo isso estará na Mecânica Nordeste 2016!

Negócios, relacionamento e conteúdo. A combinação ideal para o profissional que procura fazer negócios com boas vantagens, se atualizar com as inovações e tendências do mercado, além de encontrar os principais assuntos e conteúdo.

É por isso que a Mecânica Nordeste é o ponto de encontro tão esperado do mercado industrial. Afinal, são quatro dias em que todos os assuntos e novidades do setor estão em um só pavilhão!

E além de muitos produtos e as principais marcas do setor, esse ano a feira contará com a Ilha do Conhecimento e a Ilha de Eficiência Energética.

As programações das Ilhas de conteúdo contarão com os principais temas atuais do setor. Um deles é sobre a Indústria 4.0, um assunto que já faz parte das economias e interessa a indústrias de todos os setores. Essa será uma oportunidade única de ampliar conhecimentos sobre o tema”, destaca Tatiana Menezes, diretora regional da Reed Exhibitions Alcantara Machado.

Com a presença de palestras da PORSCHE, ERNST YOUNG, SCHNEIDER ELECTRIC e ISA NE, conhecimento é o que não faltará no pavilhão!

Que tal se credenciar agora e não perder o ponto de encontro do setor? A Mecânica Nordentes acontece de 18 a 21 de outubro, no Centro de Convenções de Pernambuco.

*Texto produzido por Helena Paes – Reed Exhibitions Alcantara Machado

Porsche leva para Mecânica Nordeste a Indústria 4.0, apresentada na Mecânica SP. Confira!

O maior evento da América Latina sobre indústria chega ao Nordeste com muitas das novidades que foram apresentadas no primeiro semestre deste ano na Feira Internacional da Mecânica em São Paulo.

Um dos conteúdos abordados no evento foi a indústria 4.0, onde Rüdiger Leutz, CEO da Porsche Consulting, fala sobre esse mercado e sua aplicação para a indústria do Brasil e do mundo todo.

Rüdger Leutz também estará presente durante a Mecânica Nordeste deste ano com a palestra: INDÚSTRIA 4.0: Preparar, Implementar e Beneficiar. Clique aqui e saiba mais!

A Mecânica Nordeste acontece de 18 a 21 de outubro, no Centro de Convenções de Pernambuco. Entrada gratuita para profissionais do setor credenciados pelo site.

*Texto produzido por Helena Paes – Reed Exhibitions Alcantara Machado

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