Brasil avança em tecnologia e projetos de biorrefinarias

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Perto de se tornarem uma realidade, as biorrefinarias do setor florestal no Brasil ganham forma, prazos e estimativas de investimentos, acompanhando as tendências de desenvolvimento da bioeconomia mundial

Brasil Biorrefinaria

Os avanços registrados nos últimos quatro anos foram fundamentais para mudar o cenário dos principais players brasileiros do setor de base florestal dentro do contexto das biorrefinarias. Adotando diferentes rotas tecnológicas, novos mercados surgem para as grandes fabricantes de celulose como fruto dos muitos anos de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e muita inovação.

Com a opção de desenvolver esse mercado em duas principais vias, pelas rotas bioquímicas e termoquímicas, destacam-se, respectivamente, o projeto em construção da primeira planta de extração de lignina na América do Sul da Suzano Papel e Celulose e a Fibria Celulose, com sua planta para produção de bio-óleo prestes a sair do papel e ser instalada no Brasil.

Atualmente, a empresa já possui uma biorrefinaria em escala piloto para obtenção de produtos derivados da lignina em operação no Canadá.

O momento não poderia ser mais propício. Para Carlos Farinha, vice-presidente da empresa de consultoria Pöyry Tecnologia, estudos e projetos voltados justamente à parte de biomassa florestal intensificaram-se de modo expressivo nesses últimos anos.

“Os países desenvolvidos estão investindo cada vez mais em produtos de alto valor agregado e diversificando sua matriz de produção para sair do ciclo de commodities, e o Brasil não poderia ficar fora desse processo”, destacou.

Tal relevância também é reforçada pelos números que hoje envolvem o desenvolvimento da bioeconomia, mercado global que, conforme dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), já movimenta cerca de € 2 trilhões e gera 22 milhões de empregos. Os novos desenvolvimentos de processos e produtos voltados à bioeconomia, contudo, são motivados por fatores diferenciados em cada região.

Fonte: Revista MF