Category Archives: Feicon Batimat

Urbanismo com design e criatividade é possível sim

foto-dia-10-nov

Por Mônica Barbosa

Atualmente, a mobilidade urbana tem sido bastante discutida pelo mundo. Afinal, movimentar-se pelas cidades é uma tarefa cotidiana para os transeuntes, mas que requer muito planejamento e a atenção especial de arquitetos e urbanistas para que ocorra de forma segura e cômoda. Um bom exemplo é o do escritório holandês Next Architects,  que usou muita criatividade e design para criar uma ponte para pedestres na China.

Intitulada “The  Lucky Knot” (o laço da sorte, em inglês, em referência ao seu formato), a ponte tem chamado a atenção de quem passeia pela cidade de Changsha, no centro-sul do país. Com 185 metros de comprimento e 24 de altura, ela apresenta uma estrutura toda diferenciada e não é apenas por causa da sua marcante tonalidade vermelha: a ponte oferece múltiplos trajetos, deixando o caminho mais divertido e inusitado para quem passa, além de proporcionar um belo visual integrado à cidade por causa das passagens instaladas em diferentes alturas.

Como a localização também oferece belas vistas para a cidade e para o rio que corta o município, a The Lucky Knot acabou por se transformar em uma atração turística, elevando à potência máxima essa tendência atual de aproveitar bem o espaço público. “Nosso escritório se distingue por proporcionar um design que se conecta com os arredores, aumentando assim a experiência de quem passa pelo local e adicionando valor ao projeto”, diz Michel Schreinemachers, parceiro do Next Architects. “Esse é exatamente o caso de Changsha. A cidade está crescendo e mudando rapidamente, um cenário como esse exigia uma arquitetura que inspirasse moradores e visitantes”, explica o criativo.

Com expertise em urbanismo feito com criatividade, os profissionais do escritório mostram que fizeram direitinho a lição de casa para que pudessem entregar uma estrutura que tivesse a ver com a cultura local e o momento presente. “Antigamente, na China, peças artesanais com a configuração de um laço simbolizavam sorte e prosperidade”, explica o sócio John van de water. “A ponte é mais do que uma conexão entre as duas margens do rio, é uma junção de culturas, histórias, tecnologias, artes, inovações e arquiteturas que representam o mundo contemporâneo”, finaliza Jiang Xiaofei, que também está no comando do Next Architects.

MÔNICA BARBOSA é reconhecida como a voz do design no Brasil. Idealizadora e diretora do LIVING DESIGN, a profissional multimídia estreou o primeiro programa de design no rádio no Brasil. Assina a coluna Design na revista semanal Caras e está presente no CarasBlogs, no Anuário de Decoração Caras e na revista mensal Minha Casa . Profunda conhecedora do comportamento estético, do estilo de vida e do morar contemporâneo, a publicitária se especializou em arquitetura e design ao desenvolver projetos de branding para grandes marcas do setor. A partir de 2016, é também parceira da Feicon Batimat, maior feira da construção civil da América Latina.

Nigro Alumínio sobre a Feicon Batimat 2017: “Uma feira agradável favorece os negócios! ”

Os expositores que fizeram parte do lançamento da Feicon Batimat 2017 puderam sentir como a feira está se reinventando, de casa nova!

Arcângelo Nigro, diretor da Nigro Alumínio, acredita que a próxima edição do evento num novo pavilhão está adequando os estandes de forma organizada, com empresas setorizadas e uma apresentação leve e dinâmica na exposição dos produtos.

Não perca a 23ª edição da Feicon Batimat! De 4 a 8 de abril o mercado de construção e arquitetura já tem um encontro marcado. Cadastre-se para saber mais sobre tudo que acontecerá no evento.

Uma pequena introdução à economia para quem está no mercado

gif

Por Mônica Barbosa

 

À primeira vista, muita gente pode se assustar com conceitos e termos econômicos, mas a verdade é que não dá para trabalhar no mundo de arquitetura e construção sem estar familiarizado com o assunto. Afinal, toda residência ou edifício que construímos influencia diretamente na economia das nossas cidades.

E é por isso que eu achei muito interessante quando me deparei com um artigo do portal chileno Plataforma Architectura que afirma com convicção que um bom profissional precisa entender o básico da economia, uma vez que “entre tantos parâmetros que restringem um projeto, a arquitetura se torna um mediador entre as especialidades”.

Por falta de conhecimento e medo de errar, às vezes nós evitamos usar conceitos importantes como ganhos de capital e externalidades na descrição de projetos. Veja um resumo que eu preparei para vocês do que há de indispensável no tema e insira essas palavrinhas no seu dia a dia:

Bolha imobiliária

Basicamente, o termo se refere a um aumento excessivo e injustificado de imóveis que é resultado da especulação do mercado.

Crédito Hipotecário

É a partir desse conceito que a maior parte das construções é financiada, ou seja, com um empréstimo em que o pagamento de juros e capital é garantido pelo registro de propriedade.

Commodities

São bens primários comercializados internacionalmente, como grãos, metais, café, petróleo, etc. Já que as construções dependem desses produtos para que sejam erguidas, o aumento no preço deles afeta o preço da obra.

Demanda

É o quanto o mercado tem necessidade de bens ou serviços, como no caso de várias pessoas procurarem um perfil semelhante de casa ao mesmo tempo.

Depreciação

Desgaste ou perda de valor de um bem, como um carro, uma casa ou um eletrodoméstico, devido ao uso e função, que não pode ser revertido através de reparos, manutenção e substituição dos componentes.

Externalidades

É o caso de custos sociais decorrentes do exercício de uma atividade privada, podendo ser negativo ou positivo. Um exemplo de uma externalidade negativa é quando um prédio com muitas vagas de estacionamento gera tráfego e esse dano é sentido pelo bairro.

Ganhos de capital

É o aumento do valor de um objeto ou um bem causada por motivos exteriores.

Oferta

Quantidade de bens ou serviços que estão disponíveis para venda, como no caso do número de apartamentos à venda no mercado.

Para preparar o material, foram usados manuais e glossários voltados para o tema, como a famosa “Gran Enciclopedia de Economia”. Quer ler o artigo inteiro? Clique aqui.

MÔNICA BARBOSA é reconhecida como a voz do design no Brasil. Idealizadora e diretora do LIVING DESIGN, a profissional multimídia estreou o primeiro programa de design no rádio no Brasil. Assina a coluna Design na revista semanal Caras e está presente no CarasBlogs, no Anuário de Decoração Caras e na revista mensal Minha Casa . Profunda conhecedora do comportamento estético, do estilo de vida e do morar contemporâneo, a publicitária se especializou em arquitetura e design ao desenvolver projetos de branding para grandes marcas do setor. A partir de 2016, é também parceira da Feicon Batimat, maior feira da construção civil da América Latina.

O que o Brasil tem a dizer sobre o futuro das nossas cidades

monicabarbosa_27outubro

Por Mônica Barbosa

Mais atual do que nunca, o debate sobre o futuro da moradia e do desenvolvimento urbano sustentável é tema do Habitat III, a conferência internacional das Nações Unidas que aconteceu na semana passada em Quito, no Equador. Em sua terceira edição, o evento reuniu governos do mundo inteiro em torno de uma agenda política sobre as estratégias de urbanização que serão implementadas nas próximas duas décadas.

E, claro, o Brasil não poderia ficar de fora dessa discussão. É por isso que o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) compartilhou com o portal Arch Daily a carta de compromisso que foi apresentada por lá. Para intensificar essa conversa tão essencial para o nosso mercado, fiz um resumo do que há de mais interessante nesse documento que aborda e prontifica a contribuição do Brasil para o futuro da construção de cidades mais humanas e evoluídas. Leia a seguir:

As cidades, para o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil,  “não podem ser vistas como espaços isolados no território de uma nação e tampouco devem ter seus problemas analisados e geridos de forma compartimentada em diferentes sectores. A cidade é um todo”. Sendo assim, ela “é o suporte físico para o desenvolvimento econômico e social. Desse modo, o planejamento deve se antecipar aos problemas com uma visão de longo prazo, pois sua inexistência representa uma condenação às futuras gerações”.

Mas “não se trata de uma questão a ser enfrentada somente na esfera técnica. São essenciais vontade política, participação popular e cultura cidadã. A partir desse tripé se configura uma agenda política da cidade, elaborada pelo cidadão e sustentada por conhecimentos transdisciplinares”.

Sabemos que “em 1950, apenas 35% da população brasileira vivia em cidades”. Hoje, esse número está em 85% e projeções indicam a desaceleração do ritmo de urbanização nos grandes centros, mas, ainda assim, não deve existir inércia: “é preciso cuidar das novas fronteiras em criação” e “abrandar os sérios paradoxos que marcaram essa rápida transição de um país de dimensões continentais que era majoritariamente rural e se tornou um dos mais urbanizados do mundo.

Independentemente das diversidades socioeconômicas das cidades brasileiras, há características semelhantes entre elas, como  “crescentes problemas de mobilidade em decorrência da prevalência do automóvel, da deficiência dos transportes públicos e desprezo histórico pela acessibilidade”; “grave carência de infraestrutura, como serviços deficientes de abastecimento d’água, esgoto e remoção de resíduos sólidos, particularmente em áreas periféricas”;

degradação dos espaços públicos, que vem perdendo sua importância como lugar de vida coletiva, e dos centros históricos, cada vez mais destituídos de importância simbólica, política e econômica”; etc.

Esse processo, garante o documento, “é, em grande parte, fruto do desmantelamento do planejamento urbano ocorrido no Brasil nas últimas décadas nas três esferas federativas”. Mas, em oposição a esse cenário, “o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil defende um pacto pela qualidade da cidade baseado em instrumentos políticos de gestão pública transparentes e inclusivos, como a governança urbana; um plano de desenvolvimento urbano integrado e integrador da cidade e seu desdobramento para as escalas do bairro, da quadra, da rua e do lote; e o monitoramento cidadão constante das metas desses planos, a ser efetuada pelos gestores das cidades, com total transparência para a população”.

No âmbito do planejamento urbano, por exemplo, a ideia é “priorizar o pedestre, criando condições para que as pessoas utilizem as ruas e sintam-se seguras”; “tornar as cidades socialmente inclusivas, oferecendo mais oportunidades de interação social e de crescimento pessoal e coletivo e promovendo espaços para todos os segmentos e faixas etárias, eliminando formas de segregação e exclusão física ou espacial”; e “adotar o modelo de cidade ambiental e socialmente sustentável, incentivando a arborização urbana, estimulando a eficiência energética, o baixo consumo de carbono, a crescente substituição por fontes de energia renováveis e a reutilização dos resíduos”.

Quer ver essa carta na íntegra? Clique aqui.

MÔNICA BARBOSA é reconhecida como a voz do design no Brasil. Idealizadora e diretora do LIVING DESIGN, a profissional multimídia estreou o primeiro programa de design no rádio no Brasil. Assina a coluna Design na revista semanal Caras e está presente no CarasBlogs, no Anuário de Decoração Caras e na revista mensal Minha Casa . Profunda conhecedora do comportamento estético, do estilo de vida e do morar contemporâneo, a publicitária se especializou em arquitetura e design ao desenvolver projetos de branding para grandes marcas do setor. A partir de 2016, é também parceira da Feicon Batimat, maior feira da construção civil da América Latina.

Uma excelente alternativa para a crise imobiliária

urbanrigger

Por Mônica Barbosa

Já falei aqui anteriormente sobre como o mercado de arquitetura e construção tem pensado em boas alternativas de residências que unem qualidade e preço acessível para suprir a demanda das metrópoles superpopulosas. E um exemplo mais recente dessa tendência é o novo projeto do renomado escritório dinamarquês BIG (Bjark Ingels Group) realizado na cidade de Copenhagen, o revolucionário Urban Rigger.

Feita de contêineres de carga reutilizados, a inovadora casa estudantil é uma estrutura flutuante e móvel de 680 metros quadrados que fica atracada no porto e funciona com energia solar e sistema de aquecimento de baixa energia. O local abriga até 12 universitários, que contam sua própria suíte e cozinha, além de belos espaços comuns como um pátio com jardim, uma plataforma para banho, área para churrasco, estacionamento de bicicletas, lavanderia e um terraço no topo da edificação. Tudo isso por 600 dólares ao mês – um ótimo valor se considerarmos os altos valores do mercado imobiliário de Copenhagen.

Esse projeto nasceu da consciência de que cada metro quadrado conta nas grandes cidades hoje. É por isso que obra está localizada em uma parte central da cidade, mas que ainda é pouco utilizada para moradia: a zona portuária. “Nos últimos anos assistimos ao aumento substancial do número de alunos que se deslocam na Dinamarca. Se o número continua a aumentar temos que apresentar soluções”, afirma o time de arquitetos.

E o mais legal é que o Urban Rigger também é uma ótima solução se pensarmos no aumento do nível do mar, uma consequência das mudanças climáticas que têm ocorrido no mundo. “Essa é a forma mais resiliente de construir uma casa porque ela se move com a água”, diz Bjarke Ingels, arquiteto e fundador do BIG. “É a única edificação que nunca sofrerá com as enchentes”, complementa Kim Loudrup, co-fundador do projeto Urban Rigger.

O segundo Urban Rigger será instalado ainda este ano na Suécia com 24 suítes e um terceiro deve aparecer em breve nos Estados Unidos. A ideia é que o modelo seja reaplicado em todos os lugares que estão passando por crises imobiliárias ou que não têm onde abrigar refugiados que fogem de lugares em conflito. “Talvez essa possa ser um jeito inteligente de aliviar situações estressantes não apenas colocando tendas temporárias, mas criando um ambiente seguro e de qualidade para que as pessoas morem”, afirma Ingels.

MÔNICA BARBOSA é reconhecida como a voz do design no Brasil. Idealizadora e diretora do LIVING DESIGN, a profissional multimídia estreou o primeiro programa de design no rádio no Brasil. Assina a coluna Design na revista semanal Caras e está presente no CarasBlogs, no Anuário de Decoração Caras e na revista mensal Minha Casa . Profunda conhecedora do comportamento estético, do estilo de vida e do morar contemporâneo, a publicitária se especializou em arquitetura e design ao desenvolver projetos de branding para grandes marcas do setor. A partir de 2016, é também parceira da Feicon Batimat, maior feira da construção civil da América Latina.