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COMO AS EMPRESAS INTERNACIONAIS CHEGAM À FEIMAFE E FEIPLASTIC?

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A política econômica do Brasil lado a lado com as maiores potências globais. Se esse fato parece um tanto distante da realidade das empresas no cotidiano brasileiro, o cenário muda nos dias em que o país abriga as tradicionais feiras industriais FEIMAFE e FEIPLASTIC.  Através de seus mais de 30 escritórios dedicados às vendas internacionais em todo o mundo, a Reed Exhibitions Alcantara Machado, promotora dos eventos, cria uma vitrine internacional para as marcas.

A estratégia de vendas internacionais do grupo Reed Exhibitions tem como premissa a integração. Os escritórios de vendas trabalham com todo o portfólio mundial da promotora.  Isso é um facilitador para entender a movimentação de mercado e estar atualizado com as necessidades econômicas de todos os países. Diante do interesse de um expositor, os escritórios estruturam planos de vendas criando uma distribuição que beneficie todos os eventos. A estrutura permite que todos os eventos da promotora sejam contemplados com máquinas e equipamentos que traduzam o que há de inovação e tendência nos segmentos. Essa estratégia beneficia expositores e visitantes. Para os expositores, ter seus concorrentes globais, do seu lado, numa feira de negócios, facilita o intercâmbio e o benchmarking.  Pelo lado dos visitantes, a participação de marcas internacionais permite uma comparação clara e um poder de negociação ainda maior.

As feiras FEIPLASTIC e FEIMAFE  acontecem no Anhembi, em São Paulo. De 4 a 8 de maio, o maior pavilhão do Brasil abriga a Feira Internacional do Plástico. No fim do mês, entre 18 e 23, é a vez da Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura. Em ambas as feiras, a presença de marcas estrangeiras fica em torno de 10% do volume total de expositores.

Inovação e criatividade: dupla imbatível, diz CNI

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Apesar das nuvens que se formam no céu de perspectivas para o setor industrial neste exercício, que abre com um quadro ainda pouco delimitado de ações na economia do País, somado a uma aguda crise energética, há que se acreditar no futuro.

Em entrevista ao Informativo Industrial, o gerente-executivo de Política Econômica da CNI – Confederação Nacional da Indústria, Flávio Castelo Branco, enxerga saídas. Ataque à burocracia, facilitadores para viabilizar negócios e empenho para abrir novos mercados no exterior são algumas delas.

Informativo IndustrialO que o conjunto da indústria nacional está fazendo a fim de tecer um panorama mais viável para o setor em 2015?

Flávio Castelo Branco – Na verdade as empresas atuam isoladamente em suas decisões. A CNI, de sua parte, visa melhorar o ambiente de negócios. Contudo, enquanto não vislumbram com clareza seus horizontes, as corporações buscam administrar o dia-a-dia com pequenos ajustes, redução de ineficiência, corte de custos, sem promover mudanças profundas e nem realizar grandes investimentos.

Informativo Industrial – Qual é o cenário com o qual elas convivem atualmente?

Flávio Castelo Branco –Um cenário de expectativa, porém intrigante, por exemplo, com uma taxa de desemprego baixa. Um paradoxo, com emprego de mão-de- obra pouco qualificada e, consequentemente, com baixo índice deprodutividade. Um dos motivos para a retenção do trabalhador em seu posto é a confiança de que o mercado poderá retomar o equilíbrio.

Informativo IndustrialQual a perspectiva de crescimento tendo como viés o nível de investimento?

Flávio Castelo BrancoA princípio se pensava num ajuste concentrado no desempenho, restrito ao primeiro semestre do ano. Mas a crise da água e da energia se tornando mais aguda, porque representam custo na produção, passou a exigir mais atenção da indústria e maior complexidade na condução da política econômica pelo governo.

Informativo Industrial E qual o cenário com o dólar na casa dos R$ 3,00? Qual o impacto sobre os empreendimentos da indústria?

Flávio Castelo Branco – A taxa de câmbio é um dos preços mais importantes na economia. Nos últimos dois anos, o dólar mudou de patamar, o que favorece a competição no mercado externo, mas isso só vai ser percebido mais à frente.  Agora, é vital assegurar maior estabilidade à taxa de câmbio para restabelecer a confiança dos empresários nas suas decisões. Vale lembrar que o fabricante nacional passou a utilizar insumos importados.

Informativo IndustrialE qual seria a saída?

Flávio Castelo Branco – Voltar-se para a cadeia produtiva, com três providências: melhoria no ambiente de negócios, redução do custo brasil e aumento da produtividade. A empresa tem que atuar com o cenário que se apresenta, mas alguns segmentos são mais e menos sensíveis. A saída é se reciclar, encontrar nichos exclusivos para atuar no mercado. Combinar inovação com criatividade.

Informativo Industrial – E junto ao governo, quais os pleitos que a CNI tem encaminhado?

Flávio Castelo Branco – Temos conversado com o governo nos últimos meses com propostas que se destinem a fomentar negócios. A redução da burocracia – medida de baixo custo e reduzido desgaste político é uma delas, que visa sistematizar processos. E as outras reivindicações são no sentido de se facilitar e estimular o comércio exterior e abrir novos mercados.