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COMO AS EMPRESAS INTERNACIONAIS CHEGAM À FEIMAFE E FEIPLASTIC?

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A política econômica do Brasil lado a lado com as maiores potências globais. Se esse fato parece um tanto distante da realidade das empresas no cotidiano brasileiro, o cenário muda nos dias em que o país abriga as tradicionais feiras industriais FEIMAFE e FEIPLASTIC.  Através de seus mais de 30 escritórios dedicados às vendas internacionais em todo o mundo, a Reed Exhibitions Alcantara Machado, promotora dos eventos, cria uma vitrine internacional para as marcas.

A estratégia de vendas internacionais do grupo Reed Exhibitions tem como premissa a integração. Os escritórios de vendas trabalham com todo o portfólio mundial da promotora.  Isso é um facilitador para entender a movimentação de mercado e estar atualizado com as necessidades econômicas de todos os países. Diante do interesse de um expositor, os escritórios estruturam planos de vendas criando uma distribuição que beneficie todos os eventos. A estrutura permite que todos os eventos da promotora sejam contemplados com máquinas e equipamentos que traduzam o que há de inovação e tendência nos segmentos. Essa estratégia beneficia expositores e visitantes. Para os expositores, ter seus concorrentes globais, do seu lado, numa feira de negócios, facilita o intercâmbio e o benchmarking.  Pelo lado dos visitantes, a participação de marcas internacionais permite uma comparação clara e um poder de negociação ainda maior.

As feiras FEIPLASTIC e FEIMAFE  acontecem no Anhembi, em São Paulo. De 4 a 8 de maio, o maior pavilhão do Brasil abriga a Feira Internacional do Plástico. No fim do mês, entre 18 e 23, é a vez da Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura. Em ambas as feiras, a presença de marcas estrangeiras fica em torno de 10% do volume total de expositores.

A trajetória do plástico

Miguel Bahiense - PLASTIVIDA

Para o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, não se pode pensar a reciclagem apenas com o pilar econômico do desenvolvimento sustentável. É preciso ir além, evoluir com a educação acerca das mudanças de hábitos, enquanto  consumidores, para contribuir com a reciclagem do plástico que é 100% reciclável. Nesta entrevista, as dicas do executivo, um incentivador da reciclagem no País:

Em que medida esta ação que é educativa para toda a cadeia do plástico consegue não apenas conscientizar e transformar o setor, mas também tornar o mesmo economicamente mais viável?

A Operação Reciclar tem o objetivo de divulgar informações sobre a importância do plástico, suas contribuições para a sociedade, sua reciclabilidade e a variedade de aplicações para os plásticos virgens mas dos reciclados também. A Operação Reciclar também contempla ações de conscientização e boas práticas de consumo e descarte consciente. Não podemos pensar a reciclagem apenas com o pilar econômico do desenvolvimento sustentável. Temos que ter em mente que sustentabilidade se faz com este pilar, e com os pilares ambiental e social. Nesse sentido, a Operação objetiva discutir os plásticos dentro dessa ótica, chamado todos os atores desse processo para atuar pelo objetivo comum, a sustentabilidade. Assim, a Operação contribui para mostrar a viabilidade de todo o processo, que inclui a fabricação e uso de um produto plástico, bem como o seu descarte  adequado para reciclagem. Desta forma colocamos o plástico de volta ao ciclo de consumo, atendendo ao que se chama de Economia Circular.

 

Quais as principais bases de sustentação quando se fala em boas práticas, no terreno da reciclagem mais sistemática?

Fecha o ciclo produtivo. Esse é o grande desafio, que nasce com uso dos produtos plásticos colocados no mercado, e evolui com a educação acerca das mudanças de nossos hábitos, enquanto  consumidores, para contribuir com a reciclagem, afinal os plásticos são 100% recicláveis. O incentivo à prática da coleta seletiva e criação de demanda de produtos reciclados, mostrando que são produtos de qualidade e valor de mercado, também são passos fundamentais. Com a Politica Nacional de Resíduos Sólidos, tudo isso passa a ser melhor endereçado, pois a sociedade começa a enxergar o ciclo dos produtos de forma mais sistêmica – da produção,consumo, passando para o descarte correto até o processo dereciclagem, que é a transformação desse resíduo em nova matéria prima e novos produtos. A Operação Reciclar dissemina esse ciclo completo.

 

A grande novidade da Operação Reciclar na Feiplastic 2015 será a linha do tempo do plástico. Qual o principal objetivo desta proposta? E como o sr. espera que o público da Feira interaja com o espaço a partir dessas informações?

A exposição multimídia “Plasticidade, História e Arte do Plástico”, que irá compor a Operação Reciclar 2015, na Feiplastic, retrata todo o avanço proporcionado pelos produtos plásticos ao longo dos anos, desde a sua concepção. O objetivo é promover uma reflexão sobre a magnitude dos plásticos na vida das pessoas, desde as suas funções,características, propriedades, reciclabilidade, presença do plástico nos lançamentos e inovações de diversos produtos essenciais para a sociedade e como podemos utilizá-lo de forma criativa e responsável.

Características como versatilidade, maleabilidade, durabilidade e excelente custo/benefício, além de serem 100% recicláveis, os tornam insubstituíveis na vida cotidiana, e a linha do tempo mostrará ao visitante não só essa onipresença na sociedade, mas também seus benefícios ao longo de toda a sua história. A exposição evidencia a função dos plásticos em diversos segmentos tais como a medicina, esporte, artes, música, arquitetura, embalagens e outros.

Qual o balanço que a Plastivida faz desses 4 anos de parceria com a Feiplastic ?

Tem sido uma parceria produtiva, que agrega valor ao trabalho da Plastivida de sensibilizar a sociedade para a importância dos plásticos na vida moderna, assim como a importância da educação ambiental e da disseminação das boas práticas de consumo e descarte em prol do desenvolvimento socioambiental.

Inovação e criatividade: dupla imbatível, diz CNI

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Apesar das nuvens que se formam no céu de perspectivas para o setor industrial neste exercício, que abre com um quadro ainda pouco delimitado de ações na economia do País, somado a uma aguda crise energética, há que se acreditar no futuro.

Em entrevista ao Informativo Industrial, o gerente-executivo de Política Econômica da CNI – Confederação Nacional da Indústria, Flávio Castelo Branco, enxerga saídas. Ataque à burocracia, facilitadores para viabilizar negócios e empenho para abrir novos mercados no exterior são algumas delas.

Informativo IndustrialO que o conjunto da indústria nacional está fazendo a fim de tecer um panorama mais viável para o setor em 2015?

Flávio Castelo Branco – Na verdade as empresas atuam isoladamente em suas decisões. A CNI, de sua parte, visa melhorar o ambiente de negócios. Contudo, enquanto não vislumbram com clareza seus horizontes, as corporações buscam administrar o dia-a-dia com pequenos ajustes, redução de ineficiência, corte de custos, sem promover mudanças profundas e nem realizar grandes investimentos.

Informativo Industrial – Qual é o cenário com o qual elas convivem atualmente?

Flávio Castelo Branco –Um cenário de expectativa, porém intrigante, por exemplo, com uma taxa de desemprego baixa. Um paradoxo, com emprego de mão-de- obra pouco qualificada e, consequentemente, com baixo índice deprodutividade. Um dos motivos para a retenção do trabalhador em seu posto é a confiança de que o mercado poderá retomar o equilíbrio.

Informativo IndustrialQual a perspectiva de crescimento tendo como viés o nível de investimento?

Flávio Castelo BrancoA princípio se pensava num ajuste concentrado no desempenho, restrito ao primeiro semestre do ano. Mas a crise da água e da energia se tornando mais aguda, porque representam custo na produção, passou a exigir mais atenção da indústria e maior complexidade na condução da política econômica pelo governo.

Informativo Industrial E qual o cenário com o dólar na casa dos R$ 3,00? Qual o impacto sobre os empreendimentos da indústria?

Flávio Castelo Branco – A taxa de câmbio é um dos preços mais importantes na economia. Nos últimos dois anos, o dólar mudou de patamar, o que favorece a competição no mercado externo, mas isso só vai ser percebido mais à frente.  Agora, é vital assegurar maior estabilidade à taxa de câmbio para restabelecer a confiança dos empresários nas suas decisões. Vale lembrar que o fabricante nacional passou a utilizar insumos importados.

Informativo IndustrialE qual seria a saída?

Flávio Castelo Branco – Voltar-se para a cadeia produtiva, com três providências: melhoria no ambiente de negócios, redução do custo brasil e aumento da produtividade. A empresa tem que atuar com o cenário que se apresenta, mas alguns segmentos são mais e menos sensíveis. A saída é se reciclar, encontrar nichos exclusivos para atuar no mercado. Combinar inovação com criatividade.

Informativo Industrial – E junto ao governo, quais os pleitos que a CNI tem encaminhado?

Flávio Castelo Branco – Temos conversado com o governo nos últimos meses com propostas que se destinem a fomentar negócios. A redução da burocracia – medida de baixo custo e reduzido desgaste político é uma delas, que visa sistematizar processos. E as outras reivindicações são no sentido de se facilitar e estimular o comércio exterior e abrir novos mercados.