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Como a Logística de Baixo Carbono pode contribuir para diminuir o Aquecimento Global

acordos

Em tempos de Aquecimento Global, diversas iniciativas têm se empenhado na busca de soluções.

Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura (www.coalizaobr.com.br)  é um movimento multisetorial, composto por entidades que lideram o agronegócio no Brasil, as principais organizações civis da área de meio ambiente e clima, representantes de peso do meio acadêmico, associações setoriais e companhias líderes nas áreas de madeira, cosméticos, siderurgia, papel e celulose, entre outras.

Todas essas forças — que outrora pouco dialogavam — se uniram para tratar das questões decorrentes das mudanças climáticas sob a ótica de uma nova economia, baseada na baixa emissão de gases do efeito estufa (GEE). A primeira semente da Coalizão Brasil foi lançada em dezembro de 2014 e sua constituição oficial ocorreu em 24 de junho de 2015, com o lançamento de seu documento base.

O movimento se pauta por 17 propostas concretas, voltadas à redução das emissões de GEE e à economia de baixo carbono.

Considerando que a Cadeia Logística é um dos segmentos produtivos de maior impacto ambiental, foi criado um grupo de trabalho dentro da Coalizão, sob a liderança da Sra. Celina Carpi, representante do Grupo Libra Logistics and Supply chain, para debater qual a contribuição do sistema logístico para o desenvolvimento de baixo carbono.

As conversas no grupo levam a duas visões aspiracionais. A primeira diz respeito a capacidade de influenciar as escolhas de políticas públicas e privadas de modais de transporte que levem à logística de baixo carbono. A segunda está ligada a uma metodologia de análise dos diversos modais de transporte para serem comparáveis entre si.

Considerando que cada setor econômico dará sua contribuição para cumprir as metas mundiais e as nacionais para o clima acordadas em Paris é preciso apontar o fato de que a fatia de emissões do setor de transporte está crescendo na proporção do todo. Então, se o Brasil tem o objetivo de reduzir as emissões do país em 37% até 2025 e em 43% até 2030, qual será a contribuição do sistema logístico? Essa é uma pergunta fundamental, e para responde-la é preciso estudar vários cenários de escoamento de produção e focar na promoção daqueles de mais baixas emissões.

Mas afinal, o que é uma logística de baixo carbono?

É ter modais com muita eficiência no uso de recursos. Em geral, tudo que se transporta por água, seja por hidrovias ou por mar, é mais eficiente se comparado ao transporte por terra. E, dentro dessa última opção, o transporte sobre trilhos a partir de uma certa distância é mais eficiente do que o modal sobre rodas. Porém no Brasil, o transporte ainda é predominantemente rodoviário, embora existam alguns poucos corredores que fazem o escoamento baseado em ferrovias. Portanto para o setor aderir a uma pegada menor em emissões de Carbono serão necessários vultosos investimentos em infraestrutura.  Mas será esse o único caminho?

Como apontado, logística de baixo carbono está pautada na eficiência no uso de recursos e para que isso aconteça é fundamental gerenciar as emissões de GEE. A realização de inventários de emissões é uma poderosa ferramenta para realizar o controle do uso de energia e combustíveis.

E então, quão eficiente é a sua empresa na gestão do uso de recursos?

Fonte: Adriana Prestes – CO2Neutro

Fenatran, o Saldo foi positivo

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A 20ª edição da Fenatran aconteceu com o desafio de ditar um novo ritmo para o mercado nacional do transporte rodoviário de carga.   

 

Na cerimônia de abertura, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) declarou que conseguiu junto ao Governo, a reabertura da linha Finame PSI nas mesmas condições anteriores, especialmente com relação aos custos financeiros. Com a decisão, o PSI volta a operar normalmente, ou seja, aprovará, de acordo com a análise do BNDES, os pedidos já protocolados e receberá novos pedidos de financiamento até os prazos já determinados.
Para o presidente da Anfavea, Luiz Moan Yabiku Júnior, a reabertura do PSI é fundamental para o desenrolar do mercado neste ano. “É de se aplaudir a forma muito rápida de ação do Governo ao decidir pela reabertura do PSI, que permitirá ao mercado prosseguir com as atividades neste ano com as regras já definidas. Ao considerar a conjuntura atual do segmento e também a realização da Fenatran, tenho a certeza de que a decisão foi extremamente acertada e poderá dar uma injeção de confiança nos consumidores e investidores”.

Com 320 expositores, o evento mostrou a união e a força deste mercado, que busca maior interatividade com todas as esferas do governo. As empresas mostraram ao público seus lançamentos para fazer essa economia continuar em locomoção. O evento aconteceu de 9 a 13 de novembro, no Anhembi, em São Paulo.

Alcoa

Com os lançamentos que a Alcoa apresentou na Fenatran, seria possível construir um caminhão 40% mais leve do que o convencional. A empresa conseguiu produzir peças de alumínio de altíssima resistência. Entre elas, uma roda de alumínio com apenas 18 quilos. Além de mais leve, ela proporciona menor desgaste de pneus e resfriamento maior do sistema de freios.

Para mostrar o nível de eficiência e tecnologia que possui, a Alcoa desenvolveu um eixo de transmissão 45 quilos mais leve do que um tradicional de aço, mostrando que pode produzir peças de altíssima resistência em alumínio.

E não é só roda e diferencial. A empresa mostrou um chassi em alumínio com chapas dobradas e fixadas por sistema exclusivo, sem solda que tira de 30 a 40% a resistência do material soldado. Esse chassi é 40% mais leve do que o de aço. Um chassi feito de alumínio, com processo de fixação da Alcoa, permite altíssimo nível de fixação que garante a adesão dos componentes sem nenhum tipo de folga, o que garante maior vida útil.

Também mostrou a roda single de alumínio, banda larga, eliminando a necessidade de duas rodas e dois pneus. Eficiência e custo muito melhor do que as de aço, garantindo altíssima performance. Tem todas as propriedades de troca térmica e redução de peças.

A quinta roda de alumínio forjado consegue economizar 45 quilos em comparação à de aço. Em um veículo com todas essas soluções, é capaz de carregar 1.130 quilos a menos. Isso reduz consumo de combustível, de pneus com aumento de eficiência.

Allison

Apresentou as transmissões automáticas que passam a equipar o Mercedes-Benz Atego 6×4 para o mercado de coleta de lixo e o VW Constellation 6×4 para betoneiras. O sistema de funcionamento do equipamento melhora a produtividade, além de reduzir as paradas para manutenção e simplificar a operação e contratação de motoristas.

A Associação Nacional dos Remanufaturadores de Autopeças (Anrap), anunciou um levantamento realizado por ela que revelou a média de 2,6 mil toneladas de matérias-primas como o alumínio e ferro recuperadas anualmente por suas dez associadas (BorgWarner, Cummins, Delco Remy, Eaton, Garrett, Knorr-Bremse, Schaeffer Brasil (divisão Luk), TRW Automotive, Wabco e ZF (com a linha de embreagem Sachs).

Autotrac

Empresa de telecomunicações com 22 anos de mercado disponibiliza tecnologia para rastreamento. Possui 40 mil clientes e 230 mil equipamentos comercializados. Atua em vários segmentos, como transporte de longa distância, entrega urbana e tem 20 mil clientes autônomos.

Oferece equipamentos, softwares e serviços de telecomunicações. Quem rastreia a frota é o próprio cliente ou uma empresa que ele contrate. A Autotrac desenvolveu um produto para o autônomo no qual ele compra o equipamento com um financiamento próprio da Autotrac. Ele não paga nada pelo serviço. Ao comprar o equipamento, se registra no site da empresa. O transportador que precisa de um motorista, vai no site e procura o caminhoneiro que melhor lhe atenda. No próprio site, ele negocia com o autônomo. Quando fecha o negócio, o sinal sai do autônomo e vai para a transportadora que pagará apenas pelo período em que a viagem durar. Chegando ao destino, o sinal sai da transportadora e volta para o autônomo que passa a figurar no site como disponível.

A grande novidade foi o Cyberfleet, um sensor de pneus desenvolvido em parceria com a Pirelli, que mede a pressão, a temperatura e a posição do pneu. Com a pressão de pneu errada, aumenta o consumo de combustível e diminui a vida útil do pneu. O sistema mede e avisa que o pneu X está na pressão errada. O pneu pode ser recapado sem afetar o sensor.

Cantu Pneus

Expôs produtos da Marshal e da Aeolus, que têm obtido excelente desempenho, além de novas marcas, como a DRC. Para veículos de carga, a empresa oferece produtos para o segmento rodoviário, implementos e OTR, como o Marshal KRS50, nas medidas 295/80R22.5, com 16 mm de profundidade de sulco, e 215/75R17, com 12,5 mm de sulco, com carcaça reforçada.

Continental              

O destaque foi o Conti Hybrid HD3 que apresenta expressivas melhorias, entregando maior quilometragem, elevada recapabilidade e maior tração em piso seco e molhado. Foi especialmente desenvolvido para atender às duas exigências de caminhões que fazem o transporte regional e de longa distância nas estradas nacionais.

Capo Tecnologia

Empresa localizada em São Bento do Sul, lançou os seus sistemas automatizados de carga e descarga de caminhões por piso móvel. Os sistemas patenteados pela Capo permitem que um caminhão seja descarregado e recarregado por controle remoto, em menos de 15 minutos e sem qualquer mão-de-obra envolvida. Os sistemas são compostos de pisos móveis que podem ser instalados em qualquer tipo de caminhão e trabalham em conjunto com docas de piso móvel, que podem ser embutidas ou sobrepostas. Para entender melhor o funcionamento dos sistemas, visite o site: www.capo.eng.br

DAF

“A Fenatran para a DAF foi muito importante, sempre marcou a nossa história no Brasil”, disse Luis Gambim, diretor Comercial DAF Caminhões Brasil. Neste ano, a DAF se apresentou trazendo uma linha de produtos maior: o CF85 oferecido em 6×2 e 4×2, com duas opções de motorização e dois tamanhos de cabine. O XF 105 ainda mais completo, com a chegada da Super Space Cab, a maior cabine do segmento, além de tanques de combustível com maior capacidade, novos itens de conforto e distância de entreeixos.

“Estamos ampliando a nossa linha de produtos, a rede de concessionários, a área Comercial está sendo completada com grandes nomes do setor”, diz Gambim. Para o executivo da DAF, a Fenatran foi momento de alegria, divulgando ainda mais a marca, a qualidade dos produtos e fechando negócios. “Devemos fechar 2015, ano muito difícil para o setor automotivo, com 2,5% de participação de mercado, mas temos planos de dobrar essa participação em 2016”.

“Estamos evoluindo mês a mês, cumprindo nosso plano de investimento e nos tornando cada vez mais robustos para conquistar mais participação no mercado brasileiro”, enfatiza. Atualmente, temos 22 concessionárias e planos de atingir 80 unidades em cinco anos. A revenda mais recente fica em Vitória, Espírito Santo. Outro diferencial é a Paccar Parts, que trabalha para garantir o melhor nível de serviço ao cliente, assim como já fazemos na Europa. Gerenciamos as peças para garantir que tenham disponibilidade em todas as unidades da nossa rede de concessionária. Outro diferencial da rede DAF é a comercialização da linha TRP, capaz de atender todas as marcas do mercado, tornando-se uma grande vantagem para o transportador que atua com diversas marcas de caminhões.

Elber

Apresentou o seu forno a gás, um autêntico forno, idêntico ao utilizado em residências, desenvolvido por especialistas em equipamentos para serem utilizados em veículos, com as características necessárias para resistir as mais severas condições de uso, como trepidações de buracos e solavancos da estrada. Pode ser instalado na carroceria do veículo ou embutido na caixa de rancho.

FIX

Exibiu a sua linha de produtos, chamando a atenção para o sistema automático e mecânico em lona. A cobertura de lona automática para carrocerias de caminhões pode ser instalada em quase todos os reboques de topo aberto. Os sistemas ElFix protegem a carga das condições climáticas, ao mesmo tempo, protege o meio ambiente.

Flash

Mostrou sua cortina de sider, serviços de impressões digitais, portas e acessórios para caminhões isotérmicos. Começou na Feira, a venda do enlonamento automático para carrocerias caçamba e graneleiros. A Flash produz todos os equipamentos para o sider. Optou por ser fornecedor de acessórios e não produtor de sider. Os acessórios são sob medida. O cliente faz o pedido e a Flash produz. Tem clientes que exportam o chassi e a Flash exporta o restante.

Produz o conjunto completo de enlonamento rápido com uma catraca que desenrola a lona. O sistema para ser instalado precisa apenas de uma parafusadeira. O kit é enviado e o fabricante monta em duas horas. Com o esse enlonamento, evita o trabalho do caminhoneiro subir na lona, o que evita acidentes.

Tem a lona e os arcos como se fosse uma carreta normal. O motorista gira uma alavanca e a lona é esticada por igual. Por correr a lona para os lados, o sistema é mais simples, com ferros zincados, cantos de alumínio, não tem o que estragar. Para um caminhão de seis metros, a lona custa cerca de R$ 3.000,00. Manda para qualquer lugar do Brasil, é só fornecer o comprimento e a largura e o kit segue para ser parafusado.

Fretebras

Criada para integrar toda a comunidade do setor de transporte da América do Sul, a FreteBras é uma empresa de tecnologia que atende embarcadores, transportadoras, frotistas e caminhoneiros autônomos, através da divulgação de fretes, empresas e veículos.

Por meio de um serviço inteligente e atualizado em tempo real, a FreteBras reúne milhares de empresas e oportunidades de negociação de fretes em sua página. O acesso pode ser feito através de computadores, tablets, celulares e terminais de autoatendimento em pontos de paradas.

O crescimento exponencial da internet e das mídias sociais, assim como o surgimento de novas tecnologias e a popularização dos smartphones, possibilitaram ainda mais a consolidação da marca FreteBras e a difusão de seus serviços. Site para computador: possibilita a busca gratuita por fretes e empresas. Possui uma plataforma exclusiva para os assinantes com diversas ferramentas para gerenciamento de fretes e veículos. Site para celular: simplificado, objetivo e rápido, permite buscar cargas e empresas independentemente do modelo ou sistema operacional do aparelho.

Aplicativo FreteBras Checkin: é um aplicativo gratuito para Android no qual o transportador que está disponível para carregamento informa a sua localização para que empresas interessadas entrem em contato. Além disso, pode visualizar todos os fretes próximos com apenas um clique.

Terminal FreteBras: são terminais de autoatendimento instalados em pontos de paradas destinados à busca por fretes. Link “nossos fretes”: permite integrar o site das empresas anunciantes (embarcadores e transportadoras) com a FreteBras. Assim, as cargas adicionadas serão atualizadas automaticamente no site delas.

Frum

Exibiu os seus tambores de freio que oferecem: expansão térmica rápida e uniforme, perfeitamente balanceados, pintura anticorrosiva, durabilidade e confiabilidade. Produto rigorosamente testado em laboratório e competições, atende um grande número de aplicações e especificações de veículos leves e pesados, alta performance com economia e segurança. Entre os destaques, a linha Platinum, com maior condutibilidade térmica.

Guerra

Mudou o visual das lanternas traseiras e trouxe preços diferenciados para os clientes na Feira. As lanternas são com luzes difusas e pontos de led. Mostrou o graneleiro, carro chefe da marca, além do rodotrem graneleiro, um baú lonado, com travessas de contenção em aço galvanizado e maçanetas com formado diferente e emborrachadas que facilitam a abertura. A Guerra aproveitou a Feira para lançar o rodotrem basculante graneleiro com capacidade para 70 m3, ou 74 toneladas.

Ibiporã

Lançou o furgão Danone com capacidade para 10 pallets e a carreta gancheira com trilho. O Ministério do Trabalho pediu que os carregadores de carne não carregassem nas costas a carne dentro do caminhão. Com esse sistema, a carne é colocada no gancho e empurrada por um trilho. Não há esforço.

A capacidade de carga depende do caminhão. A Ibiporã oferece 350 ganchos. O produto final ficou de 10 a 15% mais caro. Os ganchos são de aço galvanizado, não enferrujam. A carne é refrigerada a zero grau, mas o baú pode chegar a menos 20 graus. Para entregar no açougue é zero grau. O piso é de alumínio e embaixo poliuretano. A Ibiporã conseguiu fazer um furgão ¾ com 10 pallets, em vez de oito, graças ao caminhão da Mercedes que é trucado.

Ipiranga

Mostrou a sua linha de produtos e enfatizou a troca Ecoeficiente, um sistema de venda dos óleos lubrificantes a granel, com rapidez no atendimento, mais economia e menos geração de resíduos, beneficiando o planeta e o seu negócio.

Interpump

Na Fenatran 2015 as marcas Takarada, Osper e Walvoil, reafirmou sua presença no mercado brasileiro, através da fusão ocorrida no mês de outubro, apresentando sua nova razão social: Interpump Hydraulics Brasil pertencente ao Grupo Interpump. A nova empresa será de fato líder nacional na produção de tomadas de força e, com as marcas Takarada, Osper e Walvoil, terá uma ampla gama de produtos dedicados a aplicações hidráulicas, buscando oferecer soluções completas aos mercados de implemento rodoviário e agrícola. As marcas Takarada, Osper e Walvoil são reconhecidas pela qualidade dos seus produtos, contando com os componentes Hidráulicos: Tomadas de Força, Bombas, Comandos, Multiplicadores, Válvulas, Cilindros, Kits, Mini Central Eletro Hidráulica.  A empresa tem sua matriz na cidade de Caxias do Sul, RS, e quatro filiais, nas cidades de Indaiatuba-SP, Contagem, MG, Goiânia, GO e Recife, PE, facilitando a distribuição dos seus produtos e proporcionando agilidade no atendimento ao cliente.

KLL

Mostrou a sua linha de suspensões para reboques e semirreboques. A empresa mantém o controle de qualidade em todas as etapas de fabricação e o acompanhamento estatístico dos processos, asseguram as excepcionais características dos produtos.

Labor

Apresentou a carreta unidade móvel, com 15 metros de comprimento, dois andares e sem chassi. Dispensa autorização para rodar, pois o teto abaixa ficando dentro das medidas regulamentares. Na parte de baixo pode ser montada uma oficina prática, para aprendizado. O piso fica a 30 cm do chão, não tem eixo. Pode abrigar uma pequena secretaria e na parte de cima uma sala de aula com capacidade para 28 alunos. A carreta escola não tem eixo para ganhar espaço. As rodas estão presas em ponteiras independentes fixadas na estrutura da própria carreta.

O teto desce junto com o ar condicionado, lousa, para que a carreta possa transitar sem problemas.

Um computador controla a altura total do teto. A Labor tem experiência nesse tipo de carreta que já abrigou karts, automóveis de competição, lojas e agora uma escola.

Pode ser carreta saúde, escola, mamografia, o que precisar. Uma arquiteta faz a parte interna. O cavalo para puxar a carreta não precisa ser muito potente, pois ela é leve.

Librelato

Apresentou quase toda sua linha de produtos para atender os mais variados segmentos. Mostrou a carroceria metálica coletor compactador, modelo Máximus com a maior praça de carga do mercado. A linha florestal com maior espaço e segurança para o serviço oferecendo melhor solução para transportar a carga e o graneleiro mais leve do Brasil com apara-barro polimérico com antispray, aparelho de mantimentos com revestimento em fórmica e uma das grandes novidades da Feira: o engate esférico Scharmüller, com inclinação de 30º em todas as direções e ângulo de giro lateral de 65º. Isso permite colocar um semirreboque ao lado do outro e descarregar sem a necessidade de desatrelar o conjunto.

Maxiclima

Trouxe sua linha tradicional de produtos e enfatizou o climatizador Maxiclima Fusion que possui exclusivo chicote elétrico com engate rápido, moldura do painel com alongamento para adaptar-se à cabine, maior potência de ar e resfriamento, estrutura compacta, com menos peças de reposição, reservatório com sistema inteligente de fixação e potência e design pelo menor preço, segundo a empresa.

Levorin

Lançou as bandas da linha Evolution – LEV – R, LEV RW, LEV T e LEV U. As principais características das bandas são mais leves, preço competitivo, acabamento, entre outras.

Desde a década de 60, quando foi inaugurado o Parque Industrial em Guarulhos, a Levorin tem se dedicado à reforma de pneus.

Mobil

No estande da Mobil, os visitantes conheceram a linha completa de produtos voltados ao segmento de caminhões, composta por óleos de motor, para transmissão, graxas e especialidades. O destaque da linha é o Mobil Delvac 1, um óleo lubrificante totalmente sintético, de desempenho supremo para motores a diesel, que opera em condições severas e ajuda a prolongar a vida do motor, oferece capacidade para longo período de troca e contribui com uma potencial economia de combustível.

MM Tecnologia

Lançou o ECSS – Sistema Eletrônico de Direção que faz com que o segundo eixo e os eixos da carreta sejam direcionais eletronicamente, sem contato físico. Desenvolveu o eixo direcional eletrônico comandado por um software. Produto similar já roda na Europa há 15 anos, mas a MM Tecnologia está lançando no Brasil agora, depois de sete anos de pesquisas e investimentos.

Uma caixa contém os comandos eletrônicos do sistema que são acoplados na caixa de direção do caminhão. O sinal da caixa de direção é enviado a um software que envia o sinal para um componente que fica no eixo, que se move hidraulicamente. A grande vantagem do sistema é que em operações como betoneiras, a interferência não existe, pois não há ligação mecânica com o eixo. Por mais seguro que seja o sistema, caso haja alguma falha, o eixo assume a posição reta. O sistema tem garantia de dois anos e pode ser instalado em qualquer caminhão ou carreta.

Em carretas, é possível comandar os eixos à distância, com joystick e até por controle remoto. Um motorista faz a manobra e outro controla as rodas. Isso é muito importante em carretas grandes como as que transportam pás aeólicas.

Na Europa, o eixo móvel é o traseiro. Aqui no Brasil é o da frente, com isso precisa de uma área maior de giro. Um caminhão trucado, com eixo fixo normal, precisa fazer um raio de giro, de 9,87 metros. Com o eixo móvel apenas 8,7 metros. Além disso, não é necessário levantar dos eixos para dar ré.

Noma

Mostrou o bitrem de alumínio com pneus single. Também existe a versão com rodado duplo. O que for melhor para o cliente. O valor investido no equipamento é maior, porém, rapidamente absorvido pela maior capacidade de carga. O cilo de cimento de alumínio, um desenvolvimento da Noma, com a empresa italiana Meins, oferece 5 toneladas de transporte a mais do que os modelos feitos em aço.

Novelis

Empresa multinacional líder na fabricação de laminados e reciclagem de alumínio com atuação na indústria automotiva, de embalagens e especialidades como construção civil e linha branca.

Apresentou um tanque de combustível com um alto nível de limpeza. A Novalis é a única empresa que tem um grau de pureza no metal muito alto para receber bebidas. O tanque é mais leve por ter a caixa de carga de alumínio, permitindo carregar até 4 mil litros a mais. No exposto, cabiam 49 mil tiros, se fosse de aço carbono seria 45.000. O tanque custa 15% a mais do que o aço inox, mas pode transportar qualquer tipo de combustível, tem uma resistência superior e tem retorno do investimento rápido devido à maior capacidade de carga.

Petrobras

Em conjunto com a CTF disponibilizaram o Cartão CTF-BR Frota, o mais completo sistema de gestão de frotas com a grande rede de postos do País. O Cartão CTF-BR Frota reúne a experiência em gestão de frota da CTF com a qualidade e confiabilidade dos serviços dos postos da rede Petrobras, uma parceria de mais de 16 anos e que gera o volume de 1,2 bilhão de litros abastecidos no segmento de frota pesada.

Resfriar

Além de sua vasta gama de produtos, como as geladeiras portáteis, a Resfriar dedicou total atenção para os climatizadores com destaque à Série 6, ideal para os trabalhadores da estrada que buscam o máximo conforto em suas viagens, além de produtos com alta tecnologia e design.

Roadcard

Mostrou o lançamento do aplicativo para Android e iOS. Os caminhoneiros que recebem pelo Sistema Pamcard poderão acompanhar seus lançamentos financeiros, uma antiga demanda da categoria, de qualquer lugar do Brasil, facilitando seu controle de gastos e seu fluxo de caixa. O App gratuito também faz o rastreamento de postos de gasolina mais próximos com rede de atendimento bancária 24h ou que disponibilizam o TAG Vale-Pedágio. O aplicativo também traz informações sobre postos credenciados ao longo das rodovias, canais de atendimento, dicas de utilização dos cartões Pamcard e notícias.

Rossetti

Trouxe sete lançamentos para a Fenatran, entre eles, a caçamba meia cana. Antes de 2001, toda caçamba era quadrada, a Rossetti lançou a meia cana que possibilita menos costela, com a mesma resistência das outras caçambas quadradas. O escoamento é mais rápido, o aço de alta resistência se mantém curvado, sem costelas. Ideal para mineração e transporte pesado. Tem uma balança embarcada. Na caçamba têm células de carga que permite ao motorista ver quanto está sendo carregado.

Inovou, mostrando o primeiro furgão de alumínio colado com fita dupla face. Não tem rebite. Cola no perfil e na chapa de alumínio. Pode lavar com mangueira que não descola. O desenvolvimento foi uma parceria com a 3M.

É feito mais rápido, elimina o barulho de rebitar 1.500 rebites, tirou peso, e além de colar, a fita veda com perfeição. Tem porta lateral para facilitar a carga e a descarga.

Mostrou a carreta canguru, dois eixos juntos mais um para transportar a mesma carga líquida com um cavalo 6×4 sendo um 4 x 2. O total 25 m3 e 28.700 kg de carga

Também trouxe o piso móvel para carregar biomassa. Carvão, bagaço de cana, com 121 m3. A carreta tem 15 m, inviável de bascular. Com o piso móvel a carga é descarregada empurrando o conteúdo.

Carreta bitrem de nove eixos, a dianteira se encaixa em qualquer carreta Rossetti e permite carregar o máximo que a lei permite 74 toneladas.

Carreta para caminhão 8×4 ou 8×2, com chapa especial mais fina e mais resistência.

Texaco

No ano em que celebra 100 anos de presença no Brasil, levou um estande especial sobre o centenário. Entre as atrações estavam os produtos da linha Ursa®, formulada com a tecnologia Isosyn, que proporciona excelente durabilidade do motor. Isso faz a linha Ursa® indicada para aplicações em condições severas e intervalos estendidos de troca de óleo, reduzindo os custos operacionais. A linha Ursa tem como seu carro-chefe, o Ursa Premium TDX 15W-40 e para as demais aplicações: Ursa® Ultra LE SAE 10W-30, Ursa® Ultra MG SAE 15W-40 e Ursa® Premium TDX (E4) SAE 10W-40.

Thermo-Flex

Para facilitar o trabalho na entrega urbana, a Thermo-Flex apresentou a porta roll up que pode ser aberta e fechada por controle remoto e instalada em qualquer veículo de carga seca. Em dois dias se retira a porta original e se coloca a roll up. Isso depois de 15 dias para tirar as medidas e fazer a porta rolante específica para cada veículo. É feita de alumínio estrutural, próprio para esse tipo de movimentação. Os rodízios são de polietilenos de alta resistência e durabilidade. As portas originais podem ser guardadas.

Ela pode ser travada e aberta por internet. Assim, caso um ladrão tente roubar o caminhão, a porta só será aberta pela empresa. A Termo-Flex oferece garantia de um ano com três revisões inclusas.

Ticket

Expôs o novo serviço de Gestão de Pneus. Um conjunto de soluções, que contempla gestão do abastecimento, diesel a preço negociado, gestão de pneus, telemetria e treinamento dos condutores. O objetivo desse pacote de ferramentas é propiciar ao gestor de frotas uma visão completa da sua operação e ajudar na tomada de decisão.

TruckPad

É o aplicativo desenvolvido para caminhoneiros e empresas que precisam de transporte, disponibilizando nos smartphones as cargas oferecidas para os caminhoneiros escolherem os fretes de seu interesse.

A plataforma funciona desde setembro de 2013, e, atualmente, conta com mais de 500 mil caminhoneiros em sua base de dados, e aproximadamente 200 mil instalações do aplicativo. Além disso, o TruckPad registra cerca de 100 mil ofertas e fretes por mês e até julho deste ano, R$ 300 milhões em frete foram lançados no sistema.

Truckvan

Apresentou um simulador de campo de tiro. Uma unidade de polícia da capital utiliza um milhão de cartuchos por seis meses em treinamento. Cada cartucho custa R$ 3,50, ou que daria R$ 3,5 milhões. Com este simulador a mesma corporação investirá R$ 160 mil. Além da economia, tem a preocupação com a ecologia que não vai jogar chumbo na atmosfera. Também apresentou o semirreboque furgão carga segura, para transporte de alto valor agregado. O semirreboque é blindado, com segurança 3A, o maior nível de proteção permitido por lei. Ele é parafusado, não rebitado, o que impede qualquer tentativa de arrombamento.

Vipal

Trouxe o conceito geral: a estrada ensina a vencer. Dentre os valores da Vipal Borrachas, destaque para o papel encorajador da empresa junto a seus parceiros de negócios e para com o segmento de reforma de pneus, ao longo de mais de 40 anos de estrada. As bandas ECO foram as atrações. Elas têm como principal objetivo gerar economia de combustível, através do que há de mais avançado em termos de tecnologia de produtos no segmento.

Volvo

Mostrou que a melhor maneira para superar a crise é trabalhando. Deslocou 500 funcionários de sua matriz em Curitiba para dar total atenção aos visitantes e fazer bons negócios.

“O Brasil vive um momento difícil, tanto econômico quanto político”, afirmou Bernardo Fedalto, diretor de Caminhões da Volvo no Brasil. “O setor sofreu uma queda muito grande. Foi uma mudança muito grande em tempo muito curto. Não gostamos, mas estamos acostumados. A Volvo aprendeu a superar essa situação, superação é uma marca do Brasil. O Brasil é muito maior do que isso”.

“A Fenatran é uma oportunidade para mostrar nossa contínua evolução, nos produtos, serviços, encontrar nossos clientes, de fazer negócios”, Daniel Homem de Mello, gerente de marketing da Volvo no Brasil.

Trouxe uma inovação, o modelo 6×4 com suspensor, que oferece melhor conforto vazio, economia de até 4% de combustível. “Acreditamos que 6×4 será o caminhão do futuro”.

Para lembrar os serviços que a Volvo oferece, a empresa trouxe um caminhão dourado que representa os contratos de manutenção que cuidam mensalmente de qualquer problema que o caminhão venha apresentar. Hoje, a cada 4 caminhões vendidos, um já sai com o plano de manutenção.

Como em um filme do futuro, a Volvo apresentou o Dynafleet, que permitirá ao cliente, de seu escritório, ou no seu celular, obter as informações do caminhão on line. Basta baixar o programa Dynafleet e terá todos os detalhes como antecipação de frenagem, aceleração, consumo, criar cercas eletrônicas, puxar a lista de motoristas, saber onde estão, fazer comparativo de desempenho entre eles e mais uma infinidade de possibilidades.  Pode localizar os caminhões, e fazer uma cerca logística. Pode puxar a lista de motorista, escolher um deles e puxar todos os dados, inclusive onde está, parado ou andando, combustível, tudo no celular.

É possível criar uma competição entre os motoristas, para estimular a melhoria deles. O Banco Volvo também esteve presente para mostrar todas as possibilidades de compra dos veículos e para distrair com informação, a Volvo levou três simuladores. Um deles simulava o tombamento do caminhão para a direita e para a esquerda. O segundo era um “vídeo game” aperfeiçoado apenas para distração. O último deles era o único simulador do tipo na América Latina. A cabine “caminhão” se movimentava graças a cilindros hidráulicos. Ao frear o caminhão, a cabine abaixava, e olhando pelas janelas se via todas as ruas, pessoas, edifícios, como uma cidade real. Na Europa este simulador é usado para treinar motoristas. E o grande astro do estande foi o Volvo FH 750, o caminhão mais potente do mundo.

Fonte: Revista Caminhão

DAF Caminhões tem alta de 70% nas vendas em meio à crise econômica

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Nos primeiros oito meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2015, as vendas da empresa tiveram alta de 258 unidades para 436

DAF Caminhões, subsidiária da Paccar que iniciou produção local há três anos, enfrenta o momento de crise de crise econômica de forma menos dramática, por conta de seu pequeno porte. “Começamos pequenos e temos possibilidade de ir crescendo junto com a retomada do mercado, enquanto outras estão colapsando”, diz Michael Kuester, presidente da DAF Brasil. Nos primeiros oito meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2015, as vendas da empresa cresceram quase 70%, de 258 unidades para 436.

A fábrica de Ponta Grossa (PR) tem capacidade anual para 10 mil caminhões, volume que a marca holandesa esperava atingir apenas em 2018. Com a crise, as previsões foram prorrogadas para daqui três a cinco anos.

Kuester lembra que, em 2011, quando o grupo decidiu se instalar no País, o mercado brasileiro vendeu um recorde de 172 mil caminhões. Neste ano, as vendas devem somar cerca de 53 mil unidades. A capacidade produtiva conjunta das marcas é de 488 mil caminhões.

Com 250 funcionários que trabalham em um turno, a fábrica produz apenas quatro caminhões dosegmento de pesados por dia dos modelos CF 85 e XF 105, que custam de R$ 270 mil a R$ 360 mil. Em 2017, lançará um fora de estrada e, na sequência, um semipesado.

Para crescer num mercado total que cai 30%, a DAF tem recorrido a estratégias que grandes marcas locais têm dificuldade em adotar. “”Nós mesmos financiamos boa parte das vendas, com dinheiro da matriz, a juros de 12% ao ano”, informa Kuester. Pelo Finame, hoje, o juro chega a 16%.

Além disso, como a marca ainda atua com volume pequeno, Kuester consegue manter um relacionamento próximo com os clientes. Em várias ocasiões, percorreu entre 500 km a 1,4 mil km de estradas para visitar compradores ou entregar pedidos. “Também temos um grupo no WhatsApp em que trocamos informações, ouço reclamações e os clientes enviam vídeos dos veículos em operação”, conta o executivo americano de 53 anos, que em 2011 veio para o Brasil para criar a rede de revendas do grupo e, há um ano e meio, assumiu a presidência. Ele está na companhia – a quarta maior em vendas globais do seu segmento -, há 27 anos.

No Brasil, a DAF investiu cerca de R$ 1 bilhão com recursos próprios e terá 24 revendas até o fim do ano. É a única montadora de caminhões que iniciou produção de um grupo de sete fabricantes que anunciaram projetos nos últimos anos. A Foton Aumark abrirá sua unidade em Guaíba (RS) em 2017.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Vendas de implementos rodoviários podem crescer 15% em 2017

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Projeção da Anfir para 2017 leva em conta a expectativa de alta do PIB

Os fabricantes de implementos rodoviários podem começar processo consistente de recuperação das vendas em 2017. A Anfir, associação que representa as empresas do setor, divulgou a expectativa de que os negócios cresçam até 15% no ano que vem. A projeção é baseada no panorama de avanço de 1,7% no PIB brasileiro no período anunciado pelo governo federal. “O segmento produtor de implementos rodoviários é diretamente ligado às variações de atividade econômica. Uma retomada como essa trará resultados positivos para a indústria”, aponta Alcides Braga, presidente da entidade, em comunicado.

O executivo avalia que a melhor expectativa para a economia, com aumento da confiança, pode estimular a compra de implementos rodoviários por frotistas que investiram em equipamentos em 2011, antes do Euro 5, e têm interesse em renovação agora. “Deverá ser um movimento gradual”, estima Braga.

QUEDA CHEGA A 30,8% ATÉ AGOSTO

Se o aumento esperado para 2017 acontecer, ele vai compensar apenas parte das perdas do setor. Entre janeiro e agosto deste ano as vendas de implementos rodoviários encolheram importantes 30,5%, para 42,6 mil equipamentos. O tombo foi puxado pela linha leve de produtos, de carrocerias sobre chassis, que teve 25,9 mil emplacamentos, com redução de 37,5% na comparação com igual intervalo do ano passado. A procura por implementos pesados encolheu 17,1%, para 16,6 mil unidades.

O dado positivo fica para as exportações, que evoluíram 24% e somaram 2,1 mil equipamentos. A Anfir aponta que o bom resultado é reflexo da estratégia de internacionalização da entidade em parceria com a Apex-Brasil, agência de promoção das exportações. A cooperação aumenta a presença das fabricantes brasileiras de implementos em eventos internacionais relacionados ao setor.

Fonte: Automotive Business

Conheça a história dos caminhões no País

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Entre 1970 e 1975, o volume de carga transportada por rodovias no País saltou de 124,5 para 204,8 bilhões de toneladas/ano, sinalizando que havia espaço para a expansão da indústria de caminhões. Naquela época, os fabricantes de caminhões instalados no Brasil eram a Chrysler (Dodge), Alfa Romeo, que fabricava os FNMs e em 1976 foi incorporada pela Fiat, Ford, General Motors, fabricante dos caminhões Chevrolet (depois GMC), Mercedes-Benz e Scania.

A International Harvester, que desde 1957 produzia caminhões no País – em fábrica instalada em Santo André, no ABC Paulista. O veículo da marca era o NV184, com PBT de 8,4 toneladas, impulsionado por um motor V8 a gasolina que gerava 184cv de potência. Nos anos seguintes, após a empresa ter fechado as portas em 1965, e ter produzido 5.669 unidades, muitos deles foram convertidos a diesel.

A Chrysler, primeiro fabricante de caminhões a patrocinar a Revista O Carreteiro, começou a montar caminhões no Brasil em 1969, na mesma fábrica onde eram montados os caminhões International Harvester. O modelo inicial foi o D700, com 19 toneladas de PBT. Depois viram o médio D400 e a camionete D100, todos com motor V8 e de 196cv de potência. Os modelos da marca foram produzidos até 1983, após a Volkswagen ter comprado a empresa e entrado no segmento de caminhões.

As montadoras de caminhões movimentavam muitas empresas do setor automotivo e toda a cadeia de auto partes para supri-las, como o segmento de pneus novos e reformados, combustíveis, lubrificantes, peças e serviços em geral.

Na ocasião, a frota brasileira contava com 411.879 caminhões e 647.295 comerciais leves. No final dos anos 60, quase todas as capitais brasileiras eram ligadas por estradas federais. Entre 1970 e 1980 surgiram várias das grandes empresas de reformas de pneus de carga que hoje estão no mercado.

A entrada de novos fabricantes de caminhões no País voltou a ganhar impulso em 1979, com a chegada da Volvo. Os modelos da marca que rodavam no País haviam sido importados entre os anos 30 e 60. Ao contrário das outras montadoras, a empresa montou fábrica em Curitiba/PR e começou a produzir motores e chassis de ônibus. Em 1980, a empresa começou a produzir o caminhão pesado N10, com motor de 10 litros, seguido em 1981 pelo N12.

Coincidentemente, em janeiro de 1979, a Volkswagen também havia entrado no segmento de veículos pesados após ter adquirido – através de sua matriz na Alemanha, a Volkswagenwerk AG – 67% da Chrysler Corporation do Brasil Ltda., empresa que produzia os caminhões Dodge D-700 (com motor a diesel) e os modelos D-400 e D-950 (ambos com propulsor a gasolina). Em novembro de 1980, a Volkswagen concluiu a compra de 100% da Chrysler.

O Brasil passou a ser o primeiro País do mundo a produzir caminhões da marca Volkswagen. Os veículos começaram a ser montados dentro da fábrica da Ford (na ocasião no Bairro do Ipiranga/SP), devido à parceria entre as duas montadoras, da qual havia surgido a Autolatina, casamento – que incluía também o compartilhamento de plataformas de automóveis de passeio – durou até 1995.

Todos os modelos produzidos pela Volkswagen eram com a cabine avançada, a qual permitia maior espaço para a plataforma de carga. O primeiro caminhão com a marca Volkswagen, o E 13, lançado em 1981, tinha motor a álcool. O lançamento dos modelos VW 11.130 e VW 13.130 ocorreu em março do mesmo ano. No ano seguinte, a fabricante de tratores Agrale começou a produzir e comercializar caminhões, montados em Caxias do Sul/RS, sendo o TX 1100 o primeiro modelo da marca.

O mercado brasileiro continuou a atrair novos fabricantes. Em 1998 foi a vez da marca norte-americana International, pertencente ao Grupo Navistar. Após ter produzido 3.500 unidades – dentro das instalações da Agrale –, em 2002 a empresa interrompeu a comercialização de seus produtos no mercado doméstico e passou a produzir somente para exportação. Em 2013, a empresa voltou a distribuir seus veículos no Brasil, os quais passaram a ser montados em fábrica própria, no município de Canoas/RS.

O ano de 1998 marcou também o retorno da marca Iveco ao Brasil. Em 1976 a Fiat havia assumido o controle total da FNM – produziu os FNMs 180 e 210 até 1979, que foram substituídos pelo Fiat 190 depois Iveco – e deixou o País em 1985. Desta vez a empresa italiana se instalou em Sete Lagoas/MG e se firmou.

A partir dos anos 2000, a economia em crescimento começou a atrair novos fabricantes do setor, como a DAF, marca de caminhões de origem holandesa pertencente ao grupo norte-americano Paccar – que produz os caminhões Perterbilt e Kenworth – que chegou ao Brasil e começou a montar a linha pesada XF no segundo semestre de 2013.

O mercado brasileiro de caminhões atraiu também os fabricantes chineses de caminhões pesados das marcas Sinotruk e Shacman – que apesar de venderem seus veículos no País ainda patinam para montar suas fábricas. Outra fabricante do País, a Foton, está construindo fábrica no Rio Grande do Sul para montar, inicialmente, caminhões leves, os quais já são vendidos no Brasil.

Fonte: Portal O Carreteiro