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Ffatia atrai empreendedores estrangeiros

Instaladas no Brasil, indústrias aproveitam oportunidade para estreitar os laços

Há um ano instalados no Brasil e há 75 anos no mercado mundial, a equipe da Arsopi está animada para o inicio de atividades no Brasil. A empresa familiar que já está aos cuidados da segunda geração de proprietários oferece soluções industriais em projetos de automação e mecânica.

Pela segunda vez em feira brasileira, Helder Pinho, diretor geral da Arsopi, participa da 9ª Feira de Fornecedores e Atualização Tecnologia da Indústria de Alimentação (Ffatia). Ele acredita que o investimento em eventos vale a pena. “Assim, fazemos novos contatos, principalmente nesta fase de entrada no mercado brasileiro”, afirma.

Outro ponto positivo é a possibilidade de conhecer pessoalmente os visitantes com quem se teve contato telefônico ou via e-mail. O carro chefe da marca, que desenvolve a partir de engenharia própria, são os maquinários voltados para laticínios. Uma das máquinas transfere energia para aquecer ou resfriar os produtos utilizando líquido auxiliar. Outra oferece um sistema de coleta de leite a granel que mede exatamente a quantidade do produto e retira amostra para análise do produtor. “Sentimos desconfiança do mercado pelo fato de não sermos daqui. Estamos trabalhando para mudar isso”.

Diego Catanzaro, argentino, se mudou para o Brasil em 1997 em busca de novos negócios. Acostumado a vender máquinas de sua marca – a Incalfer -aqui no País, veio periodicamente por 10 anos até se instalar definitivamente.  “A potencialidade do mercado brasileiro é dez vezes maior que a da Argentina”, destaca.

As máquinas destinadas a laticínios, frigoríficos e beneficiamento de vegetais, principalmente, atendem bem a quem produz em grandes quantidades. A média de participação em feiras da Incalfer é de oito por ano. “Nesses eventos geramos possibilidade de negócios futuros, já que os preços das máquinas variam de R$14 mil a R$100 mil”.

Espaço Indústria Ffatia 2014 segue na programação da Ffatia

Gestão de Recursos Energéticos foi tema de palestra na quinta-feira (31)

O setor industrial foi agraciado com a realização da primeira edição do “Espaço Indústria 2014” durante a 9ª edição da Feira de Fornecedores e Atualização Tecnológica da Indústria de Alimentação (Ffatia). 

No segundo dia, o Diretor Corporativo da Pif Paf Alimentos, Gilberto Alves, ministrou a palestra “Gestão de Recursos Energéticos” para estudantes e profissionais do setor. “O objetivo desse encontro é despertar o interesse para a área de gestão”, afirma.

O engenheiro de alimentos, com 15 anos de carreira, explicou que para que processo industrial seja eficiente é importante o uso racional de energia dentro da produção. Para se mensurar, uma pesquisa recente mostrou que a matriz energética do setor de alimentos é baseada no uso da energia elétrica (68,5%);seguida de biomassa (17,8%); Estação de Tratamento do Esgoto (Ete), com 6,8%; combustíveis em geral (4,1%) e gases (2,4%). Assim, Gilberto Alves destaca que as empresas precisam de um profissional específico para gerenciar esse setor.

O “Espaço Indústria Ffatia 2014” segue até amanhã, 31, e é de responsabilidade do Programa de Educação Tutorial do curso de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Goiás (UFG) em parceria com a Reed ExhibitionsAlcantara Machado.

Rodada de Negócios movimenta 9ª FFATIA

Dezenas de empresas aproveitam para negociar produtos e serviços e estabelecer novas parcerias.

Nesta quarta-feira, segundo dia da 9ª Feira de Fornecedores e Atualização Tecnológica da Indústria de Alimentação (Ffatia),que acontece no Centro de Convenções de Goiânia, foi realizada a primeira Rodada de Negócios desta edição da feira. Participaram cerca de 50 empresas de vários Estados, entre fornecedores e empresas-âncoras interessadas em comprar serviços, maquinas e equipamentos.Os encontros continuam na quinta-feira, 30.

Esse tipo de evento é, na prática, um encontro de oportunidades para compra e venda. As negociações normalmente são concretizadas em reuniões que duram 20 minutos. Um tempo adequado para que as empresas vendedoras apresentem seus produtos e serviços de maneira objetiva e eficaz.

Essa é a quarta vez que a Ffatia oferece aos participantes da feira, dos setores sucroenergético e da alimentação, a oportunidade de estabelecer um netwoork produtivo. A primeira edição da Rodada de Negócios foi em 2008.

A Energética Serranópolis, indústria goiana de álcool e açúcar, participa das rodadas desde a primeira vez. Romero Feijo, representante da empresa, explica que a participação é frequente graças aos resultados positivos. Desta vez como comprador, Romero revela que a intenção é encontrar novas empresas principalmente do ramo de inox. “Queremos conhecer novos fornecedores em Goiás e também tendências para a próxima safra”, afirma, ressaltando que, em outras oportunidades, já fechou negócios empresas que conheceu na Ffatia.

Já a Raízen, empresa energética brasileira com usinas em Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo, está participando pela terceira vez da Rodada de Negócios Ffatia. Eles vieram em busca de fornecedores de ferragens, chaparia e materiais elétricos. Segundo Laerte Filho, responsável por realizar as negociações, “essa é uma porta de entrada para desenvolvimento de um portfólio de fornecedores”.

Já a Pif Paf Alimentos aproveitou a oportunidade durante a Ffatia 2014 para conhecer a Rodada de Negócios. Como comprador, o representante da empresa, Jeferson Brandão, destaca o interesse em participar do evento. “Somos fortes na produção de aves, suínos, embutidos, massas e vegetais. Temos um mix de produtos amplos e queremos buscar novos fornecedores nesta região do País.”

Como funciona?

As reuniões da Rodada de Negócios Ffatia são previamente agendadas, na qual as oportunidades são geradas por um grupo de empresas âncoras – de médio a grande porte. As ofertas e demandas de cada lado são levantadas e os interesses cruzados pela organização do evento.

Assim, são identificados os interesses comuns e elaborados os horários de encontro. Cada reunião dura 20 minutos, o que proporciona dinamismo e agilidade a todo processo de conhecimento de fornecedores e compradores. A grande vantagem é que a promoção dessa troca de informações ocorre no mesmo espaço da Ffatia, sem a necessidade de deslocamento.

 

Minicurso de confeitaria

Cursos ensinaram visitantes da Ffatia a agregar valor ao produto

Confeitar um bolo o torna mais atrativo e agrega valor ao produto. Para aprimorar e apresentar os cursos oferecidos, o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) realizou durante a 9ª Feira de Fornecedores e Atualização Tecnológica da Indústria da Alimentação (Ffatia) dois minicursos de confeitaria com os chefes Rosa Maria Assunção e Gaspar Barcelos Neto.

Os participantes aprenderam a decorar cupcakes com glacê real e uma torta de banana.  A produtora individual, Heloisa Emilia Francisco Moraes, foi conhecer as novidades do setor com o objetivo de abrir uma fábrica de coxinhas e se interessou no minicurso. “Sempre trabalhei com alimentação e no fim do ano quero aumentar a minha renda com produtos de Natal”, fala.

Espaço Indústria Ffatia 2014 teve início nesta quarta-feira, 29

O presidente da Faeg, José Mário Schreiner, abriu série de palestras abordando a temática da alimentação mundial

Hoje, 29 de outubro, começou a primeira edição do “Espaço Indústria 2014” durante a 9ª edição da Feira de Fornecedores e Atualização Tecnológica da Indústria de Alimentação (Ffatia).  A atividade é destinada, principalmente, para as entidades relacionadas ao mercado industrial, no qual os temas abordados serão de relevância internacional.

Neste primeiro dia, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, ministrou a palestra “Para onde vai a Tecnologia de Alimentos nos Mercados Emergentes e os Impactos das Mudanças dos hábitos alimentares no Mercado Oriental”.

Entre os pontos abordados, José Mário destacou o cenário econômico mundial e a relação entre oferta e demanda. “Os hábitos alimentares mudam de acordo com a renda, expectativa de vida, êxodo rural”, afirmou, destacando as questões que devem ser levadas em consideração no que se refere ao setor.

Hoje o Brasil se destaca como exportador de comodities. Mas, segundo o presidente da Faeg, em breve o País será líder em exportação de produtos, graças à grande demanda mundial. “Nós precisamos de pessoas para fazer a transformação que o mundo precisa. Quem pode fazer isso é o Brasil.”

Entre os principais exemplos citados, José Mário ressaltou a China, por ser um dos grandes clientes brasileiros e um país em constantes transformações. “O Brasil produz atualmente 35 milhões de litros de leite. Se cada chinês consumir 200 mililitros de leite por dia, teremos que subir nossa produção para 80 milhões de litros”, aponta.

Quanto às desigualdades mundiais, Schreiner comentou que a cada 10 quilogramas de alimentos consumidos pelos Estados Unidos, o continente africano consome apenas um quilograma. “A África tem área agriculturável, mas possui sérios problemas culturais”, referindo-se ao plantio arcaico. “A produção agrícola no Brasil cresceu muito, mas na mesma quantidade de área plantada da década de 1970. Isso ocorreu graças ao uso de tecnologias”, concluiu.

O “Espaço Indústria Ffatia 2014” segue até sexta-feira, 31, e é de responsabilidade do Programa de Educação Tutorial do curso de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Goiás (UFG) em parceria com a Reed Exhibitions Alcantara Machado.