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Economia de Pernambuco à frente da Região Nordeste

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Projeções dos economistas indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) do estado deverá crescer 1,13% este ano

 

 

O ano que já terminou. Inflação alta, desvalorização do real, juros subindo, aperto fiscal e baixo crescimento econômico. A receita de bolo cai como uma bomba na economia brasileira, respingando para todos os lados. Estados e municípios não serão poupados. A XIX Análise Ceplan Consultoria de Planejamento confirma o quadro de dificuldades econômicas em 2015. Mesmo assim, as projeções dos economistas indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco deverá crescer 1,13% este ano, superior ao Nordeste (0,87%), e ao Brasil com retração de 0,32%.
De acordo com o economista Valdeci Monteiro, sócio-diretor da Ceplan, a crise econômica e política respingou em todas as regiões, mas a economia nordestina e, em particular, de Pernambuco ainda apresenta dinamismo e reage. Em 2014, o PIB do Nordeste cresceu 3,7% e o de Pernambuco 0,6%, enquanto o Brasil teve taxa de 0,1%. Ao mesmo tempo, é visível a desaceleração do consumo, com a retração das vendas no comércio e no setor de serviços. As vendas no varejo pernambucano caíram 2,8% entre janeiro e março de 2015.
No meio do furacão das crises econômica e da Petrobras, o diferencial pernambucano é a maturação dos investimentos. Valceci cita o desempenho da indústria de transformação, cujo crescimento da produção no acumulado dos três meses do ano foi de 2%, contrastando com a retração de 6% no Nordeste e de 7,9% no país.
A economista Tânia Bacelar, sócia-diretora da Ceplan, diz que as expectativas para os próximos seis meses indicam que o ano de 2015 será de declínio na economia do país.
Furacão no mercado de trabalho
A desmobilização dos canteiros de obras e a crise da Lava-Jato bateram forte no mercado de trabalho de Pernambuco. Com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os economistas da Ceplan demonstram que foram cortados 48.573 empregos com carteira assinada entre abril de 2014 e abril de 2015. A maior retração (2,8%) de vagas formais de todos os estados do Nordeste. O furacão não poupou os salários. Os pernambucanos tiveram a maior redução de 7,6% do rendimento médio no primeiro trimestre deste ano comparado ao mesmo período de 2014.
Os setores que mais cortaram postos de trabalho foram a construção civil (- 26,2%) e a indústria de transformação (-4,0%). Segundo o economista Jorge Jatobá, sócio-diretor da Ceplan, este movimento confirma o impacto das demissões em Suape com o fim das obras da refinaria. Em relação à indústria de transformação, ele cita a sazonalidade do emprego na Zona da Mata canavieira, cujo período da entressafra começa entre o final de março e o começo de abril.
Na XIX Análise Ceplan, foi apresentado um recorte especial sobre o jovem no mercado de trabalho. Segundo Jatobá, os dados revelam que caiu a oferta de mão de obra na faixa etária entre 15 e 29 anos no Nordeste e em Pernambuco entre 2003 e 2013, o que puxou a redução da taxa de desemprego. “Essa retração pode ter sido provocada pela melhora da renda, o que levou as famílias bancarem os filhos mais tempo na escola e nas universidades”.

 

Fonte: Diário de Pernambuco 

Indústrias vão investir R$ 97 milhões

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Foram aprovados 23 projetos de indústrias, 10 importadoras e três centrais de distribuição. Todos terão descontos no pagamento do ICMS

 

 

O Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic) aprovou 36 projetos, incluindo 23 indústrias, dez importadoras e três centrais de distribuição. Os projetos industriais investirão R$ 97,1 milhões em 11 projetos de ampliação (com novas linhas fabris) e nove de implantação de empreendimentos. Os projetos vão gerar 838 postos de trabalho, dos quais 556 ficarão no interior e 282 na Região Metropolitana do Recife. Geralmente, o governo do Estado anunciava um grande investimento nas reuniões do Condic, o que não ocorreu este ano devido à crise econômica, que está provocando um freio nos novos investimentos.

Entre os projetos anunciados, o maior é a primeira ampliação da fábrica da Arno, que demandará um investimento de R$ 23,6 milhões na implantação de uma nova linha de produção de ventiladores e liquidificadores. A unidade pernambucana do grupo foi anunciada em maio, com um investimento inicial de R$ 25 milhões para fabricar ventiladores e máquinas de lavar. A previsão é que a unidade funcione em agosto próximo em Jaboatão dos Guararapes. No gráfico acima, estão os 10 maiores projetos industriais aprovados ontem, listados pelo valor do investimento. Preveem a produção cerveja artesanal, pallets, produtos químicos, colchões, parafusos, produtos de limpeza, acessórios para veículos, medicamentos, entre outras coisas.

“É muito importante ter ampliações, porque elas são confirmações de que as empresas fizeram a escolha certa do lugar para investir. Nos anima esse investimento de quase R$ 100 milhões. No primeiro trimestre deste ano, perdemos mais de 50 mil empregos. A nossa expectativa é de que depois de atravessar esse momento de crise, venha uma fase de empregos mais perenes e apareçam mais empreendimentos, que sinalizem a retomada do crescimento”, resume o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões.

Já as importadoras aprovadas pelo Condic vão comprar de azeite de oliva a produtos químicos (como polímeros, ácidos, entre outros), equipamentos para uso industrial, entre outros. Elas devem movimentar, anualmente, cerca de R$ 174,7 milhões na aquisição de mercadorias que vão trazer mais cargas para os portos do Estado.
Ainda na reunião do Condic, o engenheiro Aurélio Nogueira, que representa a indústria no conselho, entregou a Thiago Norões um pedido para que as empresas beneficiadas pelo Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe) em 1999 não fiquem sem o desconto do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a partir de 2016. Pela lei do programa, os incentivos podem ser concedidos por 16 anos. O Prodepe dá um desconto de até 75% do ICMS para as empresas instaladas na RMR.

“As empresas que foram enquadradas em 1999 podem perder um desconto de 47,5% do ICMS a pagar em 2016. Isso vai causar uma distorção com as companhias que fazem parte do programa”, conta o presidente da Sociedade Pernambucana de Planejamento Empresarial, Márcio Borba. Com relação ao assunto, Norões afirma que a intenção do governo é dar um tratamento isonômico às empresas, mas que ainda não há uma definição de como isso será feito.

Fonte: Jornal do Commercio

Produção da indústria cresce em 9 de 14 locais em maio, diz IBGE

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Maiores altas partiram de Ceará, Amazonas, Pernambuco e Minas Gerais.
Após três meses seguidos de queda, a produção industrial nacional cresceu.

 

A produção industrial brasileira cresceu em 9 de 14 locais em maio, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta sexta-feira (10), com destaque para os aumentos que partiram do Ceará (3,6%), do Amazonas (2,6%), de Pernambuco (1,4%) e de Minas Gerais (1,3%).
Também mostraram resultados positivos Santa Catarina (0,7%), Espírito Santo (0,6%), São Paulo (0,5%), Paraná (0,3%) e Rio de Janeiro (0,2%).
“Esses nove locais acompanharam o crescimento do Brasil. Na passagem de abril para maio, a indústria brasileira avançou 0,6%. Ele [avanço] se distribuiu não só em termos de atividade, mas em termos de locais investigados”, explicou Rodrigo Lobo, pesquisador de indústrias do IBGE.
Por outro lado, caíram as produções da Região Nordeste (-2,2%) – que inclui os outros estados da região -, do Rio Grande do Sul (-1,6%), do Pará (-1,5%), Bahia (-1,0%) e Goiás (-0,6%).
“A última vez em que a indústria mostrou esse resultado foi em março de 2015, um período recente, mesmo com aquela queda de 0,8%, a maior parte dos locais mostrou crescimento. Resultado maior foi em julho de 2014, quando 11 dos 14 mostraram crescimento da produção industrial, por conta de uma baixa base de comparação em junho por conta da Copa do Mundo”, completou.
Na comparação com maio do ano passado, a maioria dos locais registrou redução na produção. Os recuos mais intensos partiram de Ceará (-13,9%), São Paulo (-13,7%), Amazonas (-13,7%) e Rio Grande do Sul (-13,3%).
Tanto no acumulado em 12 meses quanto no ano – de janeiro a maio -, o especialista ponderou que a indústria “vem mantendo trajetória descendente”. “Onze dos 15 locais estão com taxas negativas nesse tipo de confronto e no acumulado de janeiro a maio: 13 dos 15.”
Não é momento para comemorar
Apesar do resultado positivo de abril para maio, um crescimento na margem não vai indicar, necessariamente, uma retomada consistente da produção industrial. Para que isso aconteça, outros fatores macroeconômicos precisam ajudar”, afirmou Rodrigo Lobo.
Entre os fatores, o pesquisador do IBGE destacou que “hoje, a gente tem taxa de juros crescentes que encarecem o crédito, e aumentam os níveis de inadimplência. Isso faz com que deprima a demanda por produtos industriais. A gente tem inflação crescente, aliada aos menores ritmos de expansão da renda, que faz com que haja menor poder aquisitivo, também gerando menor demanda por produtos industriais.”
Depois de três meses seguidos de queda, a produção industrial nacional cresceu 0,6% em maio, na comparação com abril, segundo o IBGE informou no início do mês.
“A entrada desse 0,6% num primeiro momento não modifica em nada a análise que a gente vinha tendo até então, ou seja, setor industrial com menor rimo de produção, maior parte das atividades mostrando saldo negativo”, declarou André Luiz Macedo, gerente de Indústria do IBGE, na ocasião.
“Mesmo com maio vindo num ritmo maior do que abril tinha nos mostrado, ainda assim a trajetória do setor industrial é de queda, mostrado não só no total da indústria como nos seus grupamentos”, completou.
Contribuíram para o leve crescimento as produções de equipamentos de transporte (8,9%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,1%) e de perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (1,9%). Também cresceram as indústrias de bebidas (2,7%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (3,6%).
Na contramão, caíram as produções de produtos alimentícios (-1,9%), máquinas e equipamentos (-3,8%) e produtos têxteis (-6,5%).
“Setor de bebidas, vestuário, perfumaria, parte do setor de derivados de petróleo são atividades que mostraram avanço nesse mês. Talvez muito desse crescimento tenha relação com a quedas sucessivas em meses anteriores. Pode ser um avanço de produção normal em função da redução do ritmo de produção por conta de uma demanda doméstica mais lenta”, analisou André Luiz Macedo.
Segundo o gerente, entre os principais impactos negativos está o setor alimentício. “Muito desse resultado tem relação com produção do açúcar. A gente observa nessa atividade, um pouco da mudança de mix da safra da cana de açúcar, saindo de uma safra mais voltada para o açúcar e indo para uma mais voltada para o álcool, então, isso pode estar explicando uma queda acentuada do açúcar nesse mês”, analisou.
Entre as grandes categorias econômicas, mostraram taxas positivas bens de consumo semi e não-duráveis (1,2%), depois de caíram por sete meses seguidos, e bens de capital (0,2%).
“O setor extrativo é a principal atividade em termos de impacto positivo. É uma das poucas que mostram crescimento quando o corte de análise são as atividades. Permanece a influência positiva tanto do minério de ferro quanto do setor do petróleo”, afirmou Macedo.
De acordo com André Luiz Macedo, o patamar de maio está 11,7% distante do pico da série da produção industrial, alcançada em junho de 2013. “É uma distância importante em relação ao patamar mais alto da série. Mês passado era maior, 12,3%, mas ainda é muito grande.”
O gerente afirmou ainda que o resultado de taxas negativas em 72,4% dos 805 produtos investigados na indústria é o mais elevado desde o início da série histórica para essa análise, janeiro de 2013.
“Em termos conjunturais, os fatores que explicam ou explicavam a queda permanecem: vão desde o baixo nível de confiança do empresário, do consumidor, a evolução mais lenta da demanda doméstica, o mercado de trabalho menos favorável do que era no passado, o preço em patamares mais altos, renda disponível menor, cenário internacional permanece adverso.”

 

Fonte: G1

Exportações de máquinas crescem 7,4% em 2014

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Vendas ao exterior ainda respondem por 45% do faturamento total do setor no País. Compras do mercado norte-americano foram as que acusaram maior índice de alta.

Apesar de queda nas receitas reais de 13,7% no exercício passado, os fabricantes nacionais de máquinas destinadas à indústria ainda contam com ganhos nas exportações. No ano, o resultado dos embarques realizados para os países compradores do produto brasileiro somaram US$ 13,395 bilhões, evolução de 7,4% sobre 2013.

Cenário

– atualmente 45% do faturamento total da indústria de máquina vem das exportações – superior à média histórica de 32%.

– a valorização do real desenha um quadro otimista para2015

– em dezembro de 2014 a elevação nas vendas ao exterior foram 16% maiores do que em relação ao mês anterior

– o setor de infraestruturada indústria de base lá fora foi o que mais demandou encomendas = +20,6%

– no ano as exportações para os Estados Unidos saltaram 25%(reversão no destino do maquinário brasileiro, já que o mercado norte-americano  havia apresentado expansão de apenas 2,46% no balanço anual de 2013) e para a Europa,  a ascensão em 2014 foi de 5,7%.

Importações – Na contrapartida, as importaçõesalcançaram o montante deUS$ 28,672 bilhões, mas experimentaram queda de 12,1%, comparadas ao exercício de 2013. A retração dos desembarques de produtos comprados de outros mercados foi puxada por máquinas para logísticae construção civil (-17,4%) e máquinas para a indústria de transformação (- 13,4%).
As informações são do estudo do Departamento de Competitividade, Economia e Estatística da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas.

CNI vê espaço para retomada em 2015

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O atual exercício poderá encerrar com um novo alento no ritmo da indústria. As previsões estão no Informe Conjuntural – Economia Brasileira, divulgado em janeiro último, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) que estima crescimento de 1% para o setor em 2015. A estimativa se apoia no aumento da competitividade do setor, ainda dependente de medidas no campo tributário, trabalhista, burocrático e de investimentos em infraestrutura. O segundo semestre do ano, conforme a entidade, se constituirá no momento da, embora tímida, recuperação. No enfrentamento entre exportações e importações, a CNI aposta que ao final de 2015 o saldo comercial será positivo em US$ 7,5 bilhões.

No mesmo estudo, a entidade dá o recado: o avanço da competitividade depende de melhoria no nível de confiança dos agentes econômicos, do aumento da taxa de investimento, da redução dos custos de produção e da criação de um ambiente mais favorável aos negócios.