Category Archives: Movexpo

É assim que se faz

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Por Ari Bruno Lorandi

Inegável as dificuldades que empresários moveleiros enfrentam desde 2014, com demandas muito além das necessidades para alcançar pelo menos o ponto de equilíbrio. Sacrifícios grandes foram feitos por alguns, inclusive com enxugamento do quadro de funcionários como forma de reduzir os custos fixos.

Cientes destas dificuldades, a organização da Movexpo 2017 correu atrás de seus fornecedores buscando ajustar também seus custos.

Segundo uma nota que a Reed Exhibitions Alcântara Machado enviou esta semana às indústrias, as negociações com o pavilhão onde se realiza a feira, com a montagem de estandes e até com hotel em Recife, um novo projeto denominado Espaço 360º está sendo lançado, com preços reduzidos, visando facilitar a participação de empresas no evento de maio de 2017.

É assim que as empresas comprometidas com o setor devem proceder, se ajustando a realidade. Entendendo as dificuldades de seus clientes e procurando, de todas as formas, permitir que eles não fiquem de fora da mais importante feira de móveis do Nordeste. Como disse Tatiana Menezes, diretora da Reed Exhibitions Alcantara Machado do Norte e Nordeste:

“Os empresários querem participar da feira, então cabe a nós ajustar os custos para que eles confirmem sua presença neste mercado. Hoje considerado o mais importante do País para muitas empresas moveleiras”.

É isso mesmo, assim que se organiza uma feira de sucesso.

*Ari Bruno Lorandi, diretor do Intelligence Group e palestrante na Movexpo 2017

ROI faz toda a diferença

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Por Ari Bruno Lorandi

Quando uma empresa realiza investimentos, qualquer que seja a natureza dos gastos, naturalmente ela busca sempre return on investment (ROI em inglês) ou seja, retorno sobre o investimento. Não é a palavra em si que faz diferença, mas, no caso, a atitude do investidor, ou do empresário no presente caso.

Um exemplo prático do que estamos tratando: Vamos supor que a sua empresa participou de um showroom em Alagoas, de outro em Pernambuco e depois de mais um no Rio Grande do Norte, investindo R$ 640,00 por metro quadrado de exposição. E nestes três eventos atendeu 500 lojistas, que são os que tiveram hospedagem paga pelos organizadores dos eventos. Se o espaço em cada feira foi de apenas 50 m², o investimento chegou a R$ 32 mil, ou seja, foi investido 64 reais por cliente atendido.

Agora imagine um evento que garanta a presença também de 500 lojistas (e, por ser uma feira consolidada, tem também potencial para atrair mais 5.000) e que o preço do metro quadrado seja de R$ 350,00, com tudo incluso (montagem do estande, taxas, etc.). Logo, o custo por cliente será de R$ 35, ou seja, 45,3% mais baixo o investimento.

Conclusão: nem sempre o que aparenta ser mais barato efetivamente, garante o ROI mais atrativo, principalmente quando o esforço para se alcançar determinado número de clientes inclui três ou mais viagens pela mesma região. Essa análise é um fato e quem viveu essa realidade sabe que eu tenho toda razão.

*Ari Bruno Lorandi, diretor do Intelligence Group e palestrante na Movexpo 2017

Feiras regionais são fundamentais

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Por Ari Bruno Lorandi

Não é de hoje que as feiras se tornaram ferramentas importantes para o desenvolvimento de novos negócios e não é raro lembrar de feiras que alavancaram não só empresas, mas polos moveleiros como é o caso de Bento Gonçalves, Arapongas e Ubá.

No Nordeste, a Movexpo alavancou o desenvolvimento de dezenas de empresas, até então, pouco conhecidas do grande mercado que representa a região.

Patricia Cotti, coordenadora acadêmica da Academia de Varejo, observa que é importante entender qual é o objetivo principal da estratégia de participação em eventos.

“As feiras setoriais são importantes para a realização dos negócios e reforço das marcas, quando os principais players do setor se reúnem para demonstrar seus produtos. É um momento em que o interessado se atualiza sobre as novidades e a empresa deve se colocar à disposição para solucionar eventuais dúvidas, mostrar seus produtos e suas inovações e assim, naturalmente, trocar ideias sobre projetos futuros.

Não estar nas feiras é deixar um cliente sedento de informações e na mão de seus concorrentes”.

Patrícia esclarece também o papel dos showrooms: O showroom, por outro lado, apesar de possuir uma mesma ideia basilar, de vendas de produtos, possui por trás outra lógica de exposição: “É um espaço de reforço da venda tradicional, mais uma ferramenta de venda do representante comercial (principalmente para aquelas pessoas em que a vivência e a experiência são fundamentais para o fechamento do negócio) ”.

Uma avaliação correta que faz toda a diferença, principalmente quando se confunde feiras e showrooms, e que deve ser considerada.

Nada substitui uma feira setorial para alcançar um mercado na plenitude, ou seja, entrar em um mercado pela porta da frente.

*Ari Bruno Lorandi, diretor do Intelligence Group e palestrante na Movexpo 2017

E-commerce é o segundo canal de venda de móveis

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Por Ari Bruno Lorandi

O IBGE acaba de publicar os dados do varejo de móveis de 2014. Praticamente um ano e meio depois de encerrado o referido período, a Pesquisa Anual de Comércio (PAC) é o melhor instrumento de avaliação do comportamento do varejo no País, principalmente pela capacidade de coleta de dados do IBGE que opera em todos os municípios brasileiros.

Em 2014 fechamos com 75.790 pontos de vendas de móveis, considerando lojas fixas, porta a porta, internet, televendas e outras. O total comercializado chegou a R$ 56.411.974 mil.

As vendas via e-commerce representaram apenas R$ 493 milhões, ou seja, 0,87% do total.

Em 2015 houve aumento de 10% nas vendas do e-commerce, segundo pesquisa do E-bit, e em 2016, até junho, a expansão foi de 5,2%, o que nos levará no final do ano a acumular R$ 570 milhões em vendas de móveis no e-commerce. Com isso ultrapassaremos 1% do total. É pouco, mas é hoje o melhor canal depois das lojas físicas, e com tendências de crescimento, principalmente quando forem resolvidos os problemas de logística que ainda existem.

*Ari Bruno Lorandi, diretor do Intelligence Group e palestrante na Movexpo 2017

Eu acredito

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Por Ari Bruno Lorandi

As Olimpíadas passaram, o impeachment da presidente Dilma Rousseff está ocorrendo. Significa que se abrem novas possibilidades para a agenda positiva do País.

Quando avaliamos as variáveis que poderiam influir positiva ou negativamente o consumo de móveis este ano, os pontos mais importantes levados em consideração foi o fato de o setor vir há três anos operando em terreno negativo. Vejam os números do IBGE: Em 2013 a venda de móveis fechou com -1,6%, em 2014 a alta foi de apenas 0,5% e em 2015 a queda chegou a 16,2%. Portanto, queda de 17,1% no período.

O outro ponto – quase um contraponto – mostra o desempenho das vendas de móveis no período de 2008 a 2012, que chegaram a 81,4% (dados do IBGE), ou seja, média de 16,3% ao ano.

É fato que amargamos, até junho, uma queda de 12,5% nas vendas de móveis. Mas também é verdade que há uma sinalização de retomada, puxada por dois estados do Sul (Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e pelo Ceará, no outro extremo do País. E os dados são consistentes, já que começaram a oscilar positivamente em fevereiro e se firmaram em junho com alta de 28,2% em Santa Catarina e 17,2% no estado gaúcho.

É fato também que não vamos recuperar no segundo semestre as perdas acumuladas no primeiro, mas como as lojas não tem estoques, um movimento no consumo vai alcançar rapidamente as indústrias e isso vai marcar a retomada lenta, gradual e mais constante do consumo.

Eu acredito nisso.

*Ari Bruno Lorandi, diretor do Intelligence Group e palestrante na Movexpo 2017