Fotografia em alta

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Parte importante na decoração, as fotografias ganham lugar de destaque nas paredes

Por Carlota Guerra

Sempre presente na vida das pessoas, a fotografia exerce um fascínio enorme, é uma verdadeira mania. A imagem de um grupo de turistas japoneses estourando flashes por onde passa é um clássico que ilustra bem a atração pelas câmeras. Como um agente multiplicador, o fotógrafo amador clica tudo o que vê pela frente, contando passo a passo, em imagens, a vida e a evolução dos acontecimentos. A qualidade final não é o mais importante, e sim o registro, a recordação de momentos que não se repetirão. Diferentemente da multidão de amadores, o fotógrafo profissional estabelece uma relação artística com o outro lado da lente, transformando o que, a olhos leigos, parece sem valor em obra de arte.

Desde sempre, estamos acostumados a ver nas casas a fotografia como peça de decoração, adornando paredes, em exposição nos porta-retratos. Sem importar a classe social, de canto a canto do mundo, verdadeiras preciosidades estão guardadas, restritas ao âmbito familiar, como registro de época. Ainda hoje, podemos ver retratos retocados e coloridos com técnica rudimentar, quando nem se cogitava a manipulação de imagens em computadores. Um trabalho artístico realizado pelos famosos lambe-lambes, que mesclavam foto e pintura.

E como diferenciar uma foto amadora de uma artística? A arte é muito democrática, e a fotografia, como manifestação dela, é dinâmica, sem fronteiras. Cada fotógrafo, em seu tempo, pôde fazer registros de alto valor artístico, utilizando equipamentos e recursos que estavam disponíveis em sua geração. Hoje, a evolução tecnológica e o mercado exigem dos profissionais equipamentos sofisticados, acessórios adequados, que, junto com o imprescindível talento, formam um conjunto perfeito. O talento, aliás, é um item indispensável. Sabe aquele olhar que captura a essência das pessoas, das paisagens e dos objetos? Pois é, esse olhar faz toda a diferença. É o momento visto de forma particular, com a observação de quem entende a precisão do clique, com a luz perfeita e a composição ideal. Não estamos falando que o fotógrafo, para ser um artista, necessita obrigatoriamente de equipamentos e recursos caríssimos, mas precisa, sim, de vocação, de sensibilidade artística.

De tempos em tempos, o mercado de decoração, assim como o da moda, determina tendências, e a bola da vez é a fotografia, como arte de alto valor. Seja para os consagrados fotógrafos de outros tempos, seja para os novos profissionais que despontam, a valorização desse mercado chegou para ficar. Haja vista que, quase na totalidade de ambientes das mostras de decoração, nos projetos divulgados em catálogos e revistas, a fotografia está presente como parte importante da ambientação. Nas galerias de arte da cidade e nas lojas de decoração, podem-se encontrar trabalhos de várias linhas criativas em exposição. Desde a fotografia em composição com o desenho, que utiliza toda a técnica de manipulação de imagem que está disponível através de softwares de ponta, até a fotografia clássica, que faz da cena clicada um momento único, sem retoques, uma verdadeira obra de arte.

Carla Guerra é jornalista graduada pela Universidade Católica de Pernambuco, com 30 anos de atuação, é articulista e afcionada por arquitetura, decoração e design. É editora da revista ClassCasa Magazine e de vários produtos editoriais, também realiza mostras e exposições, sendo diretora do projeto Decor Prime Show, para a Feicon Batimat Nordeste.