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Uma casa fabricada com impressora 3D

Amsterdã_Carlota_FeiconNE2016

Por Carlota Guerra

À beira de um canal em Amsterdã, uma casa está sendo erguida de forma totalmente inovadora e eficiente. Em vez de enormes gruas e caminhões de cimento, a construção conta somente com um imenso contêiner espelhado, do qual saem misteriosos blocos de plástico pretos. Os módulos são como peças de lego gigantes, que, aos poucos, vão tomando a forma de um canto de parede coberta por uma textura retrô de cubos.

O projeto foi iniciado em 2014 e tem sua conclusão prevista para 2017, com a entrega com 100% da estrutura construída e ambientada. Esse ambicioso projeto, de nome Canal House, servirá de teste para o que pode ser uma nova tendência da engenharia construtiva e também funcionará como museu de novas tecnologias. A ideia dos profissionais da empresa holandesa Dus Architects é bastante simples: fazer uma casa de 13 cômodos com a mesma técnica que hoje é usada para prototipagem e para a produção de objetos como capas de celulares e brinquedos.

E para isso os arquitetos precisavam de uma ferramenta de trabalho à altura. Eles então adaptaram um contêiner para criar uma das maiores impressoras 3D já feitas, a Kamer Maker. Por enquanto, a equipe holandesa trabalha com o mesmo plástico usado em impressoras 3D comuns. Mas eles já estão desenvolvendo um novo material, mais sustentável e adaptado para o uso na arquitetura. Em um único bloco, a máquina imprime fachada, estrutura interna e ornamentos, sem necessidade de acabamentos. Cada peça de 180 quilos leva cerca de uma semana para ficar pronta.

A ideia é imprimir, montar, desmontar e refazer cada um dos cômodos até completar toda a estrutura. No fim, os blocos ocos devem ser preenchidos com uma espuma, que vai endurecer como concreto e unir as peças de plástico. O projeto, ressaltam os idealizadores, é um experimento que servirá de base para o desenvolvimento de novas máquinas e métodos que atendam às necessidades desse tipo de trabalho.
Carla Guerra é jornalista graduada pela Universidade Católica de Pernambuco, com 30 anos de atuação, é articulista e afcionada por arquitetura, decoração e design. É editora da revista ClassCasa Magazine e de vários produtos editoriais, também realiza mostras e exposições, sendo diretora do projeto Decor Prime Show, para a Feicon Batimat Nordeste.

ANAMACO apresenta bons resultados para o mercado da construção

Construção_Anamaco_Feicon2016

As vendas no varejo de material de construção cresceram 8,5% no mês de julho, na comparação com junho deste ano. O desempenho foi 4% superior ao registrado no mesmo período de 2015 e equivale ao terceiro mês consecutivo de crescimento do setor em 2016.

Os dados são do estudo mensal realizado pelo Instituto de Pesquisas da Anamaco, com o apoio da Abrafati, Instituto Crisotila Brasil, Anfacer e Siamfesp. O estudo ouviu 530 lojistas de todas as regiões do país entre os dias 26 e 30 de julho. A margem de erro é de 4,3%.

Com os bons resultados apresentados em julho, o setor, que acumula queda de 6% em 2016, deve praticamente zerar esse índice nos próximos dois meses graças ao elevado grau de otimismo demonstrado na pesquisa. Nos últimos 12 meses, estamos com queda acumulada de 4%.

A expectativa da Anamaco é que o varejo de material de construção encerre o ano com crescimento de 5% sobre 2015. Continuamos firmes na nossa expectativa de fecharmos 2016 com crescimento, até porque, em mais de 30 anos de Anamaco, 2015 foi o primeiro ano que teve um segundo semestre com desempenho de vendas inferior ao primeiro. O frio também ajuda muito nas vendas e o tempo seco prolongado faz com que as obras tenham um bom andamento.

Este é o melhor momento para o consumidor retomar as obras sem gastar mais do que gostaria. O cliente já percebeu que a defasagem dos preços dos materiais de construção não deve durar, pois com os ajustes na produção pelas indústrias, os preços devem subir. Hoje, o cliente já tem dificuldade de encontrar a mesma disponibilidade de produtos e marcas que foram abundantes durante o ano passado. No momento, as lojas ainda estão vendendo esses produtos, na média mais baratos do que em 2015, porém os estoques já estão baixos e, assim que forem repostos, esses preços devem mudar.

A pesquisa da Anamaco também indicou que a região Sudeste foi a que mais se destacou no mês de julho, com 46% das lojas entrevistadas registrando aumento de vendas, número 31% maior do que o de junho. No Nordeste, o índice foi de 36%, seguido do Sul (28%) e do Centro Oeste (33%).

No levantamento por categorias, tintas registrou 10% de crescimento no mês, seguida por metais sanitários (4%). Fechaduras e ferragens e revestimentos cerâmicos apresentaram estabilidade no período, já louças sanitárias e telhas de fibrocimento apresentaram retração de 2% 4% respectivamente.

Ainda de acordo com a “Pesquisa Tracking Anamaco”, as estimativas para agosto são positivas: 59% dos entrevistados espera crescimento em relação a julho. O grau de otimismo sobre as ações do Governo nos próximos 12 meses cresceu de 46% para 55%. Já a intenção de contratar novos funcionários subir de 13% para 15%. Cerca de 38% dos entrevistados também afirmou que pretende fazer novos investimentos nos próximos 12 meses.

O varejo de material de construção fechou 2015 com retração de 5,8%. Foi a primeira retração registrada pelo segmento nos últimos 12 anos. A Anamaco está finalizando os estudos para alterar o método de cálculo do faturamento do setor, em razão das novas medições introduzidas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em seus índices. Um estudo prévio, a ser finalizado em março, apontou que o varejo de material de construção teve um faturamento de R$ 115 milhões em 2015.

Fonte: Anamaco

Marcel Wanders, um olhar genial

Carlota_FeiconNE2016Por Carlota Guerra

 

O design em todas as suas formas está inserido no dia a dia das pessoas, que consomem os produtos, sem ter, na maioria das vezes, a percepção de que estes, foram pensados, elaborados para influenciar, modificar, construir conceitos e um pensamento coletivo. De tempos em tempos, nascem gênios, que tem em seu DNA a marca do olhar para a forma perfeita. Marcel Wanders é um desses gênios que ampliam sua ação em todos os campos, sem fronteiras, sem limites.

Marcel Wanders é um designer holandês de que teve o reconhecimento internacional por sua irreverência aliada à qualidade de seus projetos. Graduado pela Faculdade de Artes do Arnhem, em 1988, abriu seu próprio estúdio com sede em Amsterdã, em 1995. Seis anos depois, ele co-fundou o bem sucedido projeto da etiqueta Moooi, da qual é o diretor de arte.

Além disso, trabalhou em projetos de arquitetura e design de interiores, como o Kameha Grand Hotel, em Bonn (Alemanha), o Mondrian South Beach, em Miami, o Villa Flagship Store Moda, em Bahrain (Golfo Pérsico), bem como residências em Amsterdã, Mallorca (nas Ilhas Baleares, Espanha) e Jacarta (Indonésia).

Muitos dos desenhos de Marcel Wanders foram selecionados para as coleções de design mais importantes e exposições em todo o mundo, como o Museu de Arte Moderna de Nova York e de São Francisco, o V&A Museu, em Londres, o Museu Stedelijk de Amsterdã, Museu Boijmans Van Beuningen em Roterdã, o Museu Central de Utrecht, Museu de Artes Decorativas de Copenhague, na Dinarmaca, entre tantos outros. O jornal inglês Financial Times declarou que “Marcel Wanders e a empresa Moooi fizeram do design holandês contemporâneo, um sinônimo de criatividade exuberante”, único em todo o mundo.

Carla Guerra é jornalista graduada pela Universidade Católica de Pernambuco, com 30 anos de atuação, é articulista e afcionada por arquitetura, decoração e design. É editora da revista ClassCasa Magazine e de vários produtos editoriais, também realiza mostras e exposições, sendo diretora do projeto Decor Prime Show, para a Feicon Batimat Nordeste.

Fotografia em alta

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Parte importante na decoração, as fotografias ganham lugar de destaque nas paredes

Por Carlota Guerra

Sempre presente na vida das pessoas, a fotografia exerce um fascínio enorme, é uma verdadeira mania. A imagem de um grupo de turistas japoneses estourando flashes por onde passa é um clássico que ilustra bem a atração pelas câmeras. Como um agente multiplicador, o fotógrafo amador clica tudo o que vê pela frente, contando passo a passo, em imagens, a vida e a evolução dos acontecimentos. A qualidade final não é o mais importante, e sim o registro, a recordação de momentos que não se repetirão. Diferentemente da multidão de amadores, o fotógrafo profissional estabelece uma relação artística com o outro lado da lente, transformando o que, a olhos leigos, parece sem valor em obra de arte.

Desde sempre, estamos acostumados a ver nas casas a fotografia como peça de decoração, adornando paredes, em exposição nos porta-retratos. Sem importar a classe social, de canto a canto do mundo, verdadeiras preciosidades estão guardadas, restritas ao âmbito familiar, como registro de época. Ainda hoje, podemos ver retratos retocados e coloridos com técnica rudimentar, quando nem se cogitava a manipulação de imagens em computadores. Um trabalho artístico realizado pelos famosos lambe-lambes, que mesclavam foto e pintura.

E como diferenciar uma foto amadora de uma artística? A arte é muito democrática, e a fotografia, como manifestação dela, é dinâmica, sem fronteiras. Cada fotógrafo, em seu tempo, pôde fazer registros de alto valor artístico, utilizando equipamentos e recursos que estavam disponíveis em sua geração. Hoje, a evolução tecnológica e o mercado exigem dos profissionais equipamentos sofisticados, acessórios adequados, que, junto com o imprescindível talento, formam um conjunto perfeito. O talento, aliás, é um item indispensável. Sabe aquele olhar que captura a essência das pessoas, das paisagens e dos objetos? Pois é, esse olhar faz toda a diferença. É o momento visto de forma particular, com a observação de quem entende a precisão do clique, com a luz perfeita e a composição ideal. Não estamos falando que o fotógrafo, para ser um artista, necessita obrigatoriamente de equipamentos e recursos caríssimos, mas precisa, sim, de vocação, de sensibilidade artística.

De tempos em tempos, o mercado de decoração, assim como o da moda, determina tendências, e a bola da vez é a fotografia, como arte de alto valor. Seja para os consagrados fotógrafos de outros tempos, seja para os novos profissionais que despontam, a valorização desse mercado chegou para ficar. Haja vista que, quase na totalidade de ambientes das mostras de decoração, nos projetos divulgados em catálogos e revistas, a fotografia está presente como parte importante da ambientação. Nas galerias de arte da cidade e nas lojas de decoração, podem-se encontrar trabalhos de várias linhas criativas em exposição. Desde a fotografia em composição com o desenho, que utiliza toda a técnica de manipulação de imagem que está disponível através de softwares de ponta, até a fotografia clássica, que faz da cena clicada um momento único, sem retoques, uma verdadeira obra de arte.

Carla Guerra é jornalista graduada pela Universidade Católica de Pernambuco, com 30 anos de atuação, é articulista e afcionada por arquitetura, decoração e design. É editora da revista ClassCasa Magazine e de vários produtos editoriais, também realiza mostras e exposições, sendo diretora do projeto Decor Prime Show, para a Feicon Batimat Nordeste.

Beleza e proteção

MarceloMarona_FeiconNE

Por Carlota Guerra

As cortinas são como a roupa da casa, preenchem os ambientes emoldurando as janelas dando um toque de personalidade. Também garantem privacidade e a luminosidade no ponto certo.  Podem ser vaporosas e translúcidas, dramáticas e cenográficas ou práticas e clean. Tudo depende do projeto de interiores, adequação do produto ao ambiente e proteção pretendida para o lugar.

Na hora da escolha, para cada ambiente e necessidade, há um tipo de produto e, como a moda, cada estação traz novidades. Existem modelos que dosam a claridade e mantêm a paisagem à vista, outros impedem a entrada de luz no quarto e no home theater, permitindo aconchego, um sono sem interrupções ou maior visibilidade na tela. Com cortinas e persianas é possível obter maior conforto térmico e proteger móveis, objetos decorativos, pisos e tapetes da ação do sol. Casas com grandes varandas e janelas que podem ter seu interior devassado, apartamentos em andares baixos ou com janelas próximas ganham privacidade com o produto. Cortinas em tecido deixam o cômodo mais aconchegante e harmonizam bem em praticamente todos os tipos de ambientes, uma vez que para fazê-las existe uma ampla variedade de acabamento, cores, estampas e tramas. Persianas em madeira, cortinas romanas, cortinas plissadas e rolôs são mais modernas, podendo ser usadas tanto em residências quanto em ambientes comerciais.

O mercado é rico em opções, com modelos inclusive motorizados, em que com controle remoto pode-se regular a luz, fazer abrir e fechar. Quanto aos materiais, há modelos de alumínio, madeira, algodão, poliéster, PVC, fibras naturais e sintéticas. A escolha depende do tipo de ambiente e do objetivo desejado: dar beleza, escurecer o espaço, filtragem dos raios solares ou privacidade.

A peça deve acompanhar a proposta da decoração, sem brigar com os outros itens da decoração , ela atua como complemento e nunca como a vedete do ambiente. Em caso de dúvida, as persianas e rolôs clarinhos funcionam como elementos neutros e vão bem em qualquer estilo de decoração. Madeiras no tom natural e fibras podem ser usadas para criar um clima despojado, ideais para campo ou praia. As de tecido, que nunca saem de moda, vão bem em qualquer situação, é só escolher o padrão certo. A evolução tecnológica dos últimos anos foi grande e apresentam , sem dúvida, uma opção pelo menos para cada necessidade. Para proteção, por exemplo,  já existem tecidos próprios, que controlam o calor e filtram os raios UV sem impedir a entrada de luz natural nem esconder totalmente a paisagem.

*Carla Guerra é jornalista graduada pela Universidade Católica de Pernambuco, com 30 anos de atuação, é articulista e afcionada por arquitetura, decoração e design. É editora da revista ClassCasa Magazine e de vários produtos editoriais, também realiza mostras e exposições, sendo diretora do projeto Decor Prime Show, para a Feicon Batimat Nordeste.