Tag Archives: mercado

Produção de móveis aumenta no Sul em setembro

fabrica-de-moveis

Por Ari Bruno Lorandi

Pesquisa mensal do IBGE mostra uma leve melhora nos níveis de produção de móveis em setembro no Rio Grande do Sul e Paraná, os dois maiores produtores brasileiros.

No Paraná, a evolução de setembro elevou também o acumulado do ano que recuou para 13,8%, porcentagem do índice menor que era apontado até o mês agosto (-14,5%). Na comparação dos últimos 12 meses a queda foi de 19% e no Rio Grande do Sul esses números foram semelhantes.

Em setembro a queda foi de 6,7% na comparação com o mesmo mês de 2015, enquanto agosto havia registrado uma queda de 9,2% na mesma base de comparação. De janeiro a setembro o recuo na produção gaúcha é de 14,9%, menor do que os 16% verificados até agosto.

E só nos últimos 12 meses a produção de móveis no Rio Grande do Sul recuou 16%.

*Ari Bruno Lorandi, diretor do Intelligence Group e palestrante na Movexpo 2017

Urbanismo com design e criatividade é possível sim

foto-dia-10-nov

Por Mônica Barbosa

Atualmente, a mobilidade urbana tem sido bastante discutida pelo mundo. Afinal, movimentar-se pelas cidades é uma tarefa cotidiana para os transeuntes, mas que requer muito planejamento e a atenção especial de arquitetos e urbanistas para que ocorra de forma segura e cômoda. Um bom exemplo é o do escritório holandês Next Architects,  que usou muita criatividade e design para criar uma ponte para pedestres na China.

Intitulada “The  Lucky Knot” (o laço da sorte, em inglês, em referência ao seu formato), a ponte tem chamado a atenção de quem passeia pela cidade de Changsha, no centro-sul do país. Com 185 metros de comprimento e 24 de altura, ela apresenta uma estrutura toda diferenciada e não é apenas por causa da sua marcante tonalidade vermelha: a ponte oferece múltiplos trajetos, deixando o caminho mais divertido e inusitado para quem passa, além de proporcionar um belo visual integrado à cidade por causa das passagens instaladas em diferentes alturas.

Como a localização também oferece belas vistas para a cidade e para o rio que corta o município, a The Lucky Knot acabou por se transformar em uma atração turística, elevando à potência máxima essa tendência atual de aproveitar bem o espaço público. “Nosso escritório se distingue por proporcionar um design que se conecta com os arredores, aumentando assim a experiência de quem passa pelo local e adicionando valor ao projeto”, diz Michel Schreinemachers, parceiro do Next Architects. “Esse é exatamente o caso de Changsha. A cidade está crescendo e mudando rapidamente, um cenário como esse exigia uma arquitetura que inspirasse moradores e visitantes”, explica o criativo.

Com expertise em urbanismo feito com criatividade, os profissionais do escritório mostram que fizeram direitinho a lição de casa para que pudessem entregar uma estrutura que tivesse a ver com a cultura local e o momento presente. “Antigamente, na China, peças artesanais com a configuração de um laço simbolizavam sorte e prosperidade”, explica o sócio John van de water. “A ponte é mais do que uma conexão entre as duas margens do rio, é uma junção de culturas, histórias, tecnologias, artes, inovações e arquiteturas que representam o mundo contemporâneo”, finaliza Jiang Xiaofei, que também está no comando do Next Architects.

MÔNICA BARBOSA é reconhecida como a voz do design no Brasil. Idealizadora e diretora do LIVING DESIGN, a profissional multimídia estreou o primeiro programa de design no rádio no Brasil. Assina a coluna Design na revista semanal Caras e está presente no CarasBlogs, no Anuário de Decoração Caras e na revista mensal Minha Casa . Profunda conhecedora do comportamento estético, do estilo de vida e do morar contemporâneo, a publicitária se especializou em arquitetura e design ao desenvolver projetos de branding para grandes marcas do setor. A partir de 2016, é também parceira da Feicon Batimat, maior feira da construção civil da América Latina.

Nordeste é o segundo maior mercado para colchões no Brasil

quarto-com-rede

Por Ari Bruno Lorandi

O mercado do Nordeste vem se consolidando como o segundo maior consumidor do Brasil, principalmente em razão da evolução da economia e demanda reprimida. Aliás, costumamos dizer que o Nordeste precisa de mais de 20 anos de expansão acelerada de consumo para alcançar os mesmos padrões das regiões Sul e Sudeste. Essa expansão do mercado é muito bom para todos, é bom para as indústria, é bom para o varejo e até para os próprios nordestinos. Embora a região, como todas as demais, tenha sofrido por causa da crise econômica, continua valendo a previsão de que em 2025 o Nordeste representará 25% do PIB brasileiro.

 
No setor moveleiro, o Nordeste está se consolidando como o segundo maior mercado de colchões, e isso é sintomático de uma nova postura cultural, afinal dormir em rede era um hábito antigo. Mas, isso está mudando, a julgar pela expressividade do volume de dinheiro disponível para a compra de colchões: Em 2017 serão quase R$ 1,7 bilhões, ou seja, 20% de tudo o que vai ser vendido no País e, desse valor, quase metade (48%) são somente de Pernambuco e da Bahia.

 
Portanto, se você produz colchões e quer consolidar sua presença neste mercado, a Movexpo 2017 é uma ótima vitrine.

*Ari Bruno Lorandi, diretor do Intelligence Group e palestrante na Movexpo 2017

Uma pequena introdução à economia para quem está no mercado

gif

Por Mônica Barbosa

 

À primeira vista, muita gente pode se assustar com conceitos e termos econômicos, mas a verdade é que não dá para trabalhar no mundo de arquitetura e construção sem estar familiarizado com o assunto. Afinal, toda residência ou edifício que construímos influencia diretamente na economia das nossas cidades.

E é por isso que eu achei muito interessante quando me deparei com um artigo do portal chileno Plataforma Architectura que afirma com convicção que um bom profissional precisa entender o básico da economia, uma vez que “entre tantos parâmetros que restringem um projeto, a arquitetura se torna um mediador entre as especialidades”.

Por falta de conhecimento e medo de errar, às vezes nós evitamos usar conceitos importantes como ganhos de capital e externalidades na descrição de projetos. Veja um resumo que eu preparei para vocês do que há de indispensável no tema e insira essas palavrinhas no seu dia a dia:

Bolha imobiliária

Basicamente, o termo se refere a um aumento excessivo e injustificado de imóveis que é resultado da especulação do mercado.

Crédito Hipotecário

É a partir desse conceito que a maior parte das construções é financiada, ou seja, com um empréstimo em que o pagamento de juros e capital é garantido pelo registro de propriedade.

Commodities

São bens primários comercializados internacionalmente, como grãos, metais, café, petróleo, etc. Já que as construções dependem desses produtos para que sejam erguidas, o aumento no preço deles afeta o preço da obra.

Demanda

É o quanto o mercado tem necessidade de bens ou serviços, como no caso de várias pessoas procurarem um perfil semelhante de casa ao mesmo tempo.

Depreciação

Desgaste ou perda de valor de um bem, como um carro, uma casa ou um eletrodoméstico, devido ao uso e função, que não pode ser revertido através de reparos, manutenção e substituição dos componentes.

Externalidades

É o caso de custos sociais decorrentes do exercício de uma atividade privada, podendo ser negativo ou positivo. Um exemplo de uma externalidade negativa é quando um prédio com muitas vagas de estacionamento gera tráfego e esse dano é sentido pelo bairro.

Ganhos de capital

É o aumento do valor de um objeto ou um bem causada por motivos exteriores.

Oferta

Quantidade de bens ou serviços que estão disponíveis para venda, como no caso do número de apartamentos à venda no mercado.

Para preparar o material, foram usados manuais e glossários voltados para o tema, como a famosa “Gran Enciclopedia de Economia”. Quer ler o artigo inteiro? Clique aqui.

MÔNICA BARBOSA é reconhecida como a voz do design no Brasil. Idealizadora e diretora do LIVING DESIGN, a profissional multimídia estreou o primeiro programa de design no rádio no Brasil. Assina a coluna Design na revista semanal Caras e está presente no CarasBlogs, no Anuário de Decoração Caras e na revista mensal Minha Casa . Profunda conhecedora do comportamento estético, do estilo de vida e do morar contemporâneo, a publicitária se especializou em arquitetura e design ao desenvolver projetos de branding para grandes marcas do setor. A partir de 2016, é também parceira da Feicon Batimat, maior feira da construção civil da América Latina.

Brasileiros ganham prêmio de sustentabilidade na Alemanha

hani-marina

Hani Rocha El Bizri e Marina Demaria Venâncio foram selecionados entre mais de 700 inscritos de todo o mundo

Dois brasileiros estão entre os 25 vencedores da 8ª edição do Green Talents Award, prêmio realizado pelo Ministério Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha. A iniciativa tem como objetivo promover uma plataforma na qual cientistas de diferentes partes do mundo desenvolvam e compartilhem projetos de ciência e desenvolvimento sustentável.

Os mestrandos Marina Demaria Venâncio, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e Hani Rocha El Bizri, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), foram selecionados entre 757 candidatos de 104 países. A dupla passará duas semanas na Alemanha participando do Fórum Internacional para Iniciativas de Alto Potencial em Desenvolvimento Sustentável, no qual poderão conhecer diversos laboratórios e profissionais especializados em ciência e sustentabilidade, além de participar de workshops e compartilharem ideias com os outros 23 participantes.

Durante o evento Venâncio e Bizri terão ainda a oportunidade de conhecer institutos alemães especializados em suas áreas de atuação, onde farão um estágio de três meses em 2017.

Agroecologia

Com apenas 23 anos, Marina Demaria Venâncio é uma das vencedoras mais jovens do Green Talents Awards. A estudante começou a se interessar por direito ambiental durante a graduação, ao longo da qual se dedicou a pesquisar biodiversidade, impactos ambientais e agricultura sustentável e mudanças climáticas, tema pelo qual se apaixonou e continuou a estudar.

Venâncio trabalha com um tema chamado de agroecologia, que trata da agricultura a partir da perspectiva de um ecossistema sustentável. Em sua pesquisa, ela analisa as políticas públicas feitas em relação a esse assunto. “No Brasil temos uma contradição muito grande. Apesar de boa parte da nossa agricultura ser familiar, há muito incentivo ao agronegócio”, afirmou a estudante à GALILEU. “É importante que quem desenvolve trabalhos sustentáveis tenha voz. Quando isso ocorre, o impacto é positivo e reflete no campo, na nossa alimentação e nossa relação com os alimentos.”

Em 2015, ela publicou o livro A Tutela Jurídica da Agroecologia Brasil – Repensando a Produção de Alimentos na Era de Riscos Globais, no qual analisou as medidas realizadas antes da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, de 2012, e os efeitos desta na criação de iniciativas estaduais e mudanças climáticas — tudo sob a perspectiva do direito.

“Estudar esses mecanismos nos ajuda a fazer políticas que não sejam só bonitas, mas eficazes. Meu foco é tentar identificar e elencar essas boas práticas e ver o que a nossa legislação está fazendo direito”, explicou.

Sustentabilidade na caça

Além do mestrado em Saúde e Produção Animal na UFRA, Hani Rocha El Bizri, de 29 anos, atua como pesquisador associado do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM). Ele colabora com a organização desde a graduação em ciências biológicas, período em que teve contato com o estudo da biologia da conservação com foco na melhoria do bem-estar humano, área na qual decidiu se especializar.

A pesquisa de Bizri tem foco na subsistência da caça na Amazônia. Ao longo dos últimos anos, o mestrando e seus colegas do IDSM perceberam que a caça deixou de ser sustentável para as comunidades amazônicas. Como a maior parte delas vive isolada dos grandes centros, depende dos recursos da natureza para sobreviver. “Os moradores locais dependem dos recursos das matas e dos rios para se alimentar, produzir em pequena escala e vender”, explicou o pesquisador em entrevista à GALILEU. “Temos um problema de conservação dos animais e, principalmente, de segurança alimentar.”

Em parceria com um professor da Universidade Autônoma de Barcelona que atua no Peru, Bizri têm trabalhado em conjunto com as comunidades para coletar dados biológicos dos animais. “Em vez de descartar os resquícios dos animais caçados, os moradores nos fornecem os restantes que não vão comer para análise”, detalha. A partir desse material, o pesquisador tem feito uma revisão dos dados reprodutivos das espécies locais — as informações mais recentes são de 30 anos atrás! —, o que o ajuda a entender quais espécies podem ser abatidas em quais épocas, de forma que os animais não entrem em extinção e as comunidades não passem fome. “As pessoas precisam dessas informações”, afirma Bizri.

Fonte: Revista Galileu